Bolsonaro pede ao STF mudança de data para visita de assessor do governo Trump
Defesa de Bolsonaro solicita ao ministro Alexandre de Moraes alteração na data autorizada para encontro com o assessor norte-americano Darren Beattie
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a reconsideração da decisão que autorizou a visita de um assessor do governo dos Estados Unidos ao ex-chefe do Executivo na prisão da Papudinha, em Brasília.
O pedido foi feito após Moraes definir que o encontro com Darren Beattie ocorreria no dia 18 de março. Segundo os advogados de Bolsonaro, a data inviabiliza a visita porque o assessor norte-americano terá compromissos oficiais no país apenas nos dias 16 e 17.
Na petição enviada ao STF, a defesa argumenta que a agenda do representante dos Estados Unidos no Brasil é curta e que ele não poderá permanecer em Brasília até a data indicada na decisão judicial. Por isso, os advogados pedem que o encontro seja autorizado para o dia 16, no período da tarde, ou no dia 17, pela manhã ou no início da tarde.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Papudinha. Na decisão que permitiu a visita, Moraes também autorizou a presença de um intérprete durante o encontro para auxiliar na comunicação, já que o ex-presidente não tem fluência em inglês.
A defesa já havia solicitado anteriormente que a visita ocorresse nos dias 16 ou 17 de março. Ao analisar o pedido inicial, no entanto, Moraes afirmou que não há previsão legal para alterar o calendário regular de visitas do presídio para atender solicitações específicas. Segundo o ministro, os visitantes devem se adequar às regras do estabelecimento prisional.
Darren Beattie integra o Departamento de Estado dos Estados Unidos e se tornou conhecido por críticas públicas a Alexandre de Moraes. No último ano, quando o ministro brasileiro foi alvo de sanções com base na Lei Magnitsky, o assessor afirmou que Moraes seria o “principal responsável pela censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores”.
As sanções foram posteriormente retiradas após conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.