31 de julho de 2025
política

Bolsonaro pede ao STF mudança de data para visita de assessor do governo Trump

Defesa de Bolsonaro solicita ao ministro Alexandre de Moraes alteração na data autorizada para encontro com o assessor norte-americano Darren Beattie

Por Redação
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Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Papudinha. - Foto: Divulgação

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a reconsideração da decisão que autorizou a visita de um assessor do governo dos Estados Unidos ao ex-chefe do Executivo na prisão da Papudinha, em Brasília.

O pedido foi feito após Moraes definir que o encontro com Darren Beattie ocorreria no dia 18 de março. Segundo os advogados de Bolsonaro, a data inviabiliza a visita porque o assessor norte-americano terá compromissos oficiais no país apenas nos dias 16 e 17.

Na petição enviada ao STF, a defesa argumenta que a agenda do representante dos Estados Unidos no Brasil é curta e que ele não poderá permanecer em Brasília até a data indicada na decisão judicial. Por isso, os advogados pedem que o encontro seja autorizado para o dia 16, no período da tarde, ou no dia 17, pela manhã ou no início da tarde.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Papudinha. Na decisão que permitiu a visita, Moraes também autorizou a presença de um intérprete durante o encontro para auxiliar na comunicação, já que o ex-presidente não tem fluência em inglês.

A defesa já havia solicitado anteriormente que a visita ocorresse nos dias 16 ou 17 de março. Ao analisar o pedido inicial, no entanto, Moraes afirmou que não há previsão legal para alterar o calendário regular de visitas do presídio para atender solicitações específicas. Segundo o ministro, os visitantes devem se adequar às regras do estabelecimento prisional.

Darren Beattie integra o Departamento de Estado dos Estados Unidos e se tornou conhecido por críticas públicas a Alexandre de Moraes. No último ano, quando o ministro brasileiro foi alvo de sanções com base na Lei Magnitsky, o assessor afirmou que Moraes seria o “principal responsável pela censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores”.

As sanções foram posteriormente retiradas após conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.