Bispo é preso nos EUA com acusações de lavagem de dinheiro e visitas a clube de prostituição no México
Dom Emanuel Shaleta, líder da Eparquia Católica Caldeia, foi detido no Aeroporto de San Diego ao tentar deixar o país; investigação aponta desvio de verbas da igreja e 12 idas a casa noturna em Tijuana
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Um escândalo envolvendo um religioso de alto escalão da Igreja Católica ganhou repercussão internacional nesta semana. O bispo Emanuel Shaleta, de 60 anos, líder da Eparquia Católica Caldeia de São Pedro Apóstolo, foi preso na última quinta-feira (5) quando tentava deixar os Estados Unidos pelo Aeroporto Internacional de San Diego, na Califórnia. A detenção ocorreu após meses de investigação conduzida por autoridades locais.
De acordo com o Departamento do Xerife de San Diego, os agentes abordaram o religioso no momento em que ele tentava embarcar para fora do país. Em comunicado oficial, a corporação detalhou a operação: “Na quinta-feira, 5 de março de 2026, o bispo Emmanuel Shaleta foi contatado e detido no Aeroporto Internacional de San Diego enquanto tentava deixar o país.”
A apuração aponta suspeitas graves envolvendo movimentações financeiras ilícitas. De acordo com o jornal New York Post, o religioso enfrenta oito denúncias de peculato, oito de lavagem de dinheiro e uma acusação de crime de colarinho branco agravado.
As suspeitas surgiram após reportagens do site investigativo The Pillar, que revelaram que Shaleta teria desviado valores provenientes de aluguéis de propriedades da igreja para uso pessoal. A investigação indica ainda que ele utilizou recursos de instituições de caridade para ocultar o destino do dinheiro desviado.
Outro ponto central da investigação envolve supostas visitas do bispo ao Hong Kong Gentlemen’s Club, um estabelecimento localizado na Zona Norte de Tijuana, no México. A área é conhecida pela presença de casas noturnas e por um histórico de operações policiais relacionadas à exploração sexual e ao tráfico humano.
De acordo com informações do The Pillar, um investigador particular acompanhou os deslocamentos do religioso e registrou o uso de um transporte descrito como “exclusivo para os frequentadores do clube”. O relatório aponta ao menos 12 visitas ao local.
Diante da repercussão do caso, o bispo apresentou pedido de renúncia à liderança da Eparquia. No entanto, até o momento, o Vaticano ainda não analisou oficialmente o pedido.
Apesar das graves acusações, as autoridades destacam que não há indícios de envolvimento do religioso com abuso de menores ou participação direta em redes de tráfico sexual. O processo segue em andamento na Justiça americana, enquanto membros da comunidade religiosa aguardam desdobramentos.