Após chuvas, apenas duas barragens vertem no interior de PE; dez seguem em situação de colapso
Barragens de Ingazeira e Mundaú estão vertendo após temporais; Prata opera em normalidade, mas cenário hídrico ainda preocupa no interior do estado
Publicado em
As chuvas registradas nos últimos dias no interior de Pernambuco elevaram o nível de algumas barragens, mas a situação hídrica ainda inspira atenção. Dados divulgados nesta terça-feira (3) pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) apontam que apenas dois reservatórios estão vertendo, enquanto dez permanecem em colapso.
Entre os destaques positivos está a Barragem do Prata, em Bonito, que opera com 83,83% da capacidade total, índice considerado dentro da normalidade. O manancial é um dos principais responsáveis pelo abastecimento da região.
Por outro lado, a barragem de Jucazinho, em Surubim, um dos maiores reservatórios do estado, segue em situação crítica, com apenas 0,99% da capacidade, enquadrada como colapso.
Segundo a Apac, as barragens de Ingazeira, em Venturosa (105,36%), e Mundaú, em Garanhuns (115,43%), ultrapassaram 100% da capacidade e estão vertendo após as chuvas recentes.
Pelos critérios da agência, são considerados em colapso os reservatórios que operam abaixo de 10% do volume total. Aqueles que ultrapassam 100% são classificados como vertendo, enquanto os que estão entre 10% e 100% permanecem na faixa de normalidade.
Confira a situação das principais barragens:
Prata – Bonito: 83,83% (Normal)
Jucazinho – Surubim: 0,99% (Colapso)
Serro Azul – Palmares: 10,54% (Normal)
Machado – Brejo da Madre de Deus: 1,55% (Colapso)
Poço Fundo – Santa Cruz do Capibaribe: 0,00% (Colapso)
Ingazeira – Venturosa: 105,36% (Vertendo)
Duas Serras – Poção: 5,39% (Colapso)
Pão de Açúcar – Pesqueira: 5,33% (Colapso)
Mundaú – Garanhuns: 115,43% (Vertendo)
São José II – São José do Egito: 6,41% (Colapso)
Boa Vista – Itapetim: 5,04% (Colapso)
Serrinha/Serraria – Brejinho: 0,18% (Colapso)
Serrote – São José do Belmonte: 2,46% (Colapso)
Panelas II – Cupira: 1,59% (Colapso)
Apesar da melhora pontual em alguns mananciais, o cenário geral ainda é preocupante, especialmente nas regiões que dependem de reservatórios em situação crítica para o abastecimento de água.