31 de julho de 2025
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Qual é a doença de Maiara? Especialista explica alopecia e alerta: 'Quanto mais cedo tratar, melhor'

Cantora celebrou recuperação capilar após diagnóstico de alopecia androgenética; condição genética atinge milhões de mulheres e ainda é cercada de tabu e desinformação

Por Redação
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A cantora Maiara. - Foto: Reprodução/Mais Novela

A cantora Maiara, da dupla com Maraisa, emocionou seguidores ao revelar o diagnóstico de alopecia androgenética e celebrar nas redes sociais a recuperação gradual do volume capilar. O relato trouxe visibilidade a uma condição que atinge milhões de mulheres, mas ainda é cercada de tabu, silêncio e desinformação.

Mas, afinal, o que é alopecia androgenética? A hairstylist e especialista em terapia capilar Letícia Figueiredo explica que se trata de uma condição de origem genética e hormonal que provoca o afinamento progressivo dos fios. "O cabelo não cai de uma vez. Ele vai ficando cada vez mais fino, mais curto e menos denso. Nas mulheres, costuma aparecer como alargamento da risca e perda de volume no topo da cabeça", afirma.

Diferente dos homens, em que a calvície é mais naturalizada, no universo feminino o tema ainda é tratado como tabu. "O cabelo, para muitas mulheres, é parte da identidade e da imagem social. Muitas escondem o problema por vergonha ou medo de julgamento", diz a especialista. Como o processo é gradual, muitas demoram a procurar ajuda por acreditarem que se trata apenas de queda por estresse ou algo passageiro.

Maiara mencionou que procedimentos químicos frequentes e o uso precoce de apliques podem ter influenciado o quadro. Letícia esclarece que esses fatores não causam a alopecia androgenética, mas podem intensificar o problema. "A base é genética. Química e aplique não criam a condição, mas podem acelerar ou agravar a percepção do afinamento", diz.

Procedimentos químicos repetidos fragilizam a estrutura do fio e aumentam a quebra. Já o uso constante de apliques, especialmente quando há tração excessiva, pode sobrecarregar o folículo capilar, provocando alopecia por tração. "Quando a pessoa já tem predisposição genética, essa combinação pode tornar o quadro mais evidente ou acelerar sua progressão", explica.

O tratamento deve ser individualizado e tem como objetivo controlar a progressão e estimular a densidade dos fios. Entre as abordagens mais comuns estão o uso de minoxidil, terapias médicas prescritas por dermatologistas e procedimentos complementares, como laser de baixa intensidade e microagulhamento.

Embora não seja possível impedir completamente o avanço da condição quando há predisposição genética, o diagnóstico precoce faz toda a diferença. "Quanto antes o tratamento começa, maiores são as chances de estabilizar o quadro e preservar os fios", reforça Letícia. Ela também recomenda reduzir agressões químicas excessivas e evitar tração constante para não somar novos fatores de risco.

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