31 de julho de 2025
FUTEBOL

"Lei Vini Jr.": Fifa quer proibir que jogadores cubram a boca durante discussões em campo

Medida visa facilitar leitura labial e coibir atos de racismo; debate foi pauta da IFAB após caso envolvendo Vinícius Júnior e Prestianni na Champions League

Por Redação
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Vinícius Júnior. - Foto: Reprodução/Instagram Real Madrid

A Fifa está determinada a endurecer o combate ao racismo no futebol. Durante a assembleia da IFAB (Conselho da Associação Internacional de Futebol), realizada neste sábado (28), a entidade discutiu a criação de uma nova regra que ficou conhecida como "Lei Vini Jr.": proibir que jogadores cubram a boca durante discussões dentro de campo.

A iniciativa foi motivada pelo recente caso envolvendo o atacante brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, e o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, em partida válida pelos playoffs da Champions League. Na ocasião, Vini Jr. acusou Prestianni de tê-lo chamado de "macaco" cinco vezes. A denúncia foi apoiada por companheiros de equipe, como Kylian Mbappé e Fede Valverde, que afirmaram ter ouvido as ofensas.

A Fifa quer que qualquer discussão entre atletas seja feita sem que a boca esteja encoberta por camisa, mãos ou qualquer parte do corpo. Dessa forma, será possível realizar a leitura labial e identificar com mais precisão possíveis atos de discriminação, facilitando a punição dos responsáveis.

De acordo com o portal espanhol As, a entidade máxima do futebol trabalha para que a medida seja aprovada antes do início da Copa do Mundo de 2026, que será realizada no Canadá, Estados Unidos e México a partir de 11 de junho.

Entenda o caso Vini Jr.

O episódio aconteceu após o gol da vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, no jogo de ida dos playoffs da Champions League. Vini Jr. comemorou na bandeira de escanteio, próximo aos torcedores adversários, o que gerou reclamações de atletas do time português.

Na confusão que se seguiu, Vinícius denunciou ao árbitro François Letexier que havia sido alvo de insultos racistas por parte de Prestianni. O brasileiro afirmou que o argentino o chamou de "macaco" repetidas vezes. O árbitro então ativou o protocolo antirracismo da Uefa.

Prestianni, por sua vez, negou as acusações. Em sua defesa, alegou que Vini Jr. "interpretou mal" suas palavras e que nunca foi racista com ninguém. O jogador do Benfica também disse ter recebido ameaças de atletas do Real Madrid após o episódio.

A Uefa e o governo de Portugal abriram investigações independentes para apurar os fatos ocorridos no Estádio da Luz, em Lisboa. O caso deu novo impulso à discussão sobre racismo no futebol e motivou a Fifa a buscar medidas mais eficazes de combate ao crime dentro das quatro linhas.

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