31 de julho de 2025
POLÍCIA

MC Negão Original é alvo de operação contra golpes digitais que movimentaram R$ 100 milhões

Deic cumpre 120 mandados e bloqueia bens em investigação sobre fraudes, fintechs e apostas on-line

Por Redação
Publicado em
MC Negão Original. - Foto: Reprodução/Instagram

O cantor MC Negão Original foi alvo de buscas na manhã desta terça-feira (24), em São Paulo, durante a operação “Fim da Fábula”. A ação é coordenada pelo Departamento de Investigações Criminais de São Paulo (Deic) e apura um esquema de golpes digitais em larga escala que teria movimentado cerca de R$ 100 milhões.

Policiais cumpriram mandados em dois endereços ligados ao artista, que é investigado por possível envolvimento na estrutura financeira da organização criminosa. Ao todo, são 120 mandados de busca e apreensão e 53 mandados de prisão temporária.

A operação também determinou o bloqueio judicial de até R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados.

De acordo com as investigações, a quadrilha montou uma engrenagem financeira baseada no uso intensivo de fintechs e plataformas de apostas on-line (as chamadas “bets”) para lavar dinheiro obtido por meio de fraudes aplicadas em diversas regiões do país.

Entre os golpes investigados estão:

  • “Golpe do INSS”
  • “Golpe do falso advogado”
  • “Golpe da mão fantasma”
  • Uso de cartões clonados
  • Falsas centrais telefônicas
  • Clonagem de chaves PIX

Segundo os investigadores, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas, uso de laranjas e ocultação patrimonial.

A operação ocorre simultaneamente em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal, com participação de cerca de 400 policiais civis e promotores de Justiça.

Foram determinadas restrições judiciais sobre 86 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além de bloqueio de bens móveis e imóveis. O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), identificou pelo menos 36 imóveis ligados aos investigados, além de centenas de veículos e embarcações registrados em nome de terceiros ou empresas de fachada.

A decisão que autorizou as medidas foi expedida pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.

Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre eventual responsabilização criminal do cantor.

Leia também