31 de julho de 2025
mundo

Mediterrâneo registra mais de 600 mortes e desaparecimentos de migrantes em menos de dois meses

Agência da ONU afirma que é o início de ano mais letal desde 2014; naufrágio próximo a Creta deixou ao menos 30 desaparecidos

Por Redação
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Migrantes a bordo de um bote inflável acenam e gesticulam enquanto aguardam resgate pela tripulação do navio de salvamento "Ocean Viking", na zona de busca e salvamento no Mar Mediterrâneo - Foto: Sameer Al-Doumy / AFP

Pelo menos 606 migrantes morreram ou desapareceram no Mar Mediterrâneo desde o começo deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM). De acordo com a entidade, este é o início de ano mais letal na região desde que o monitoramento passou a ser feito, em 2014.

O caso mais recente ocorreu no sábado, nas proximidades da ilha de Creta, na Grécia. Um porta-voz da OIM informou que ao menos 30 pessoas são consideradas mortas ou desaparecidas após o barco em que estavam virar em meio ao mau tempo.

As autoridades gregas confirmaram a recuperação de quatro corpos — três homens e uma mulher — enquanto as buscas por sobreviventes continuam com o apoio de lanchas-patrulha. Vinte pessoas foram resgatadas na região marítima de Kaloi Limenes por um navio mercante acionado pelo Centro Grego de Busca e Resgate. Entre os sobreviventes, a maioria é de sudaneses e egípcios, incluindo quatro menores de idade.

Segundo a OIM, a embarcação partiu de Tobruk, na Líbia, em 19 de fevereiro, e naufragou a cerca de 20 milhas náuticas ao sul de Kali Limenes. A organização reforça que a rota do Mediterrâneo continua sendo uma das mais perigosas do mundo para migrantes e refugiados.