31 de julho de 2025
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Guerra por R$ 2 bilhões: herança de Anita Harley vira batalha judicial e expõe disputa nas Casas Pernambucanas

Série “O Testamento”, do Globoplay, revela bastidores da batalha envolvendo as Casas Pernambucanas

Por Redação
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Anita Harley, herdeira das Casas Pernambucanas. - Foto: Reprodução/TV Globo

Uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, uma empresária em coma há quase 10 anos e uma disputa familiar marcada por versões conflitantes. Esse é o enredo real por trás da batalha judicial envolvendo Anita Harley, herdeira do império varejista Casas Pernambucanas.

Internada desde novembro de 2016 após sofrer um AVC, Anita permanece em estado clínico considerado estável, porém sem condições de se comunicar ou tomar decisões. A ausência de manifestação direta da empresária abriu espaço para uma disputa que já dura quase uma década.

O caso é tema da série documental “O Testamento – O Segredo de Anita Harley”, que estreia nesta segunda-feira (23) no Globoplay.

Um dos principais pontos da disputa envolve Sônia Soares, conhecida como Suzuki. Um ano após o AVC de Anita, ela entrou com ação judicial alegando que mantinha união estável com a empresária há 36 anos.

A Justiça reconheceu a relação.

Sônia afirma que viveu ao lado de Anita até o momento da internação. As duas residiam em uma mansão de 96 cômodos na Aclimação, em São Paulo — imóvel avaliado em cerca de R$ 50 milhões e doado à companheira.

A relação é contestada por Cristine Rodrigues, ex-funcionária próxima de Anita, que também reivindica ser a verdadeira companheira da empresária.

Cristine questiona a alegação de união estável de longa duração e sustenta que Anita sempre foi uma pessoa generosa, mas nunca formalizou relação pública ou exclusiva com Sônia.

As versões opostas ampliaram o conflito judicial e dividiram o controle sobre decisões relacionadas ao patrimônio e à gestão das Pernambucanas.

Outro personagem central é Artur Miceli, filho biológico de Sônia. A Justiça reconheceu Artur como filho socioafetivo de Anita, o que o coloca na condição de herdeiro.

Ele afirma que precisou “provar sua própria existência” diante das contestações. Já Cristine rebate, alegando que Anita ajudava financeiramente diversas pessoas próximas, sem que isso configurasse relação de filiação.

A série documental optou por reconstruir cenários em estúdio, assumindo uma estética que mistura realidade e linguagem cinematográfica.

Segundo as diretoras, o objetivo foi explorar a complexidade do caso sem assumir uma única verdade. A produção levou cinco anos de investigação jornalística.

A trama aborda temas como vulnerabilidade, poder, influência e os conflitos que surgem quando uma pessoa bilionária perde a capacidade de se expressar.

Enquanto a disputa segue na Justiça, o futuro do controle do grupo varejista permanece cercado de incertezas.

A série promete revelar novos detalhes que podem alterar novamente os rumos da batalha por um dos maiores patrimônios privados do país.

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