31 de julho de 2025
BRASIL

Exumação dos Mamonas Assassinas acontece nesta segunda (23) após 30 anos da tragédia

Corpos serão cremados e cinzas darão origem ao Jardim BioParque Memorial Mamonas, em Guarulhos

Por Redação
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Os Mamonas Assassinas. - Foto: Reprodução

Os corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas serão exumados nesta segunda-feira (23/02), quase 30 anos após o acidente aéreo que matou os músicos no auge da fama, em 1996.

A decisão foi tomada pelas famílias com um propósito especial: após a exumação, os restos mortais serão cremados e as cinzas utilizadas na criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas, um espaço permanente de homenagem.

Estão sepultados no local os integrantes Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli.

O Jardim BioParque Memorial Mamonas será implantado no Cemitério Primaveras, em Guarulhos (SP), onde os artistas estão enterrados desde 1996.

A proposta do memorial é inovadora: cada árvore plantada representará um dos músicos. As cinzas da cremação serão utilizadas junto a sementes de espécies nativas, criando um espaço de memória, silêncio e preservação ambiental.

Além da homenagem à banda, o projeto permitirá que moradores da cidade também utilizem o espaço para plantar árvores com as cinzas de seus familiares.

Segundo Jorge Santana, CEO da marca Mamonas e primo de Dinho, a iniciativa é uma forma de preservar a memória da banda de maneira simbólica e sustentável.

O acidente ocorreu na noite de 2 de março de 1996, quando a aeronave que transportava a banda caiu na Serra da Cantareira, na região metropolitana de São Paulo.

Além dos cinco músicos, também morreu o segurança Sérgio Saturnino Porto, que estava na aeronave. Não há confirmação se os restos mortais dele também passarão por exumação.

A morte precoce dos integrantes, que viviam o auge do sucesso nacional, causou comoção em todo o país e marcou uma geração.

O fotógrafo Fernando Cavalcanti foi um dos primeiros profissionais a chegar ao local do acidente. Em relato publicado anos depois, ele descreveu os bastidores da cobertura e o impacto das imagens feitas na madrugada da tragédia.

As fotografias publicadas na época bateram recordes de tiragem, mas também geraram polêmica e debates sobre os limites éticos do jornalismo sensacionalista.

Décadas depois, o episódio ainda é lembrado como um dos momentos mais marcantes da história da imprensa brasileira.

Trinta anos após a tragédia, o projeto do Jardim BioParque Memorial Mamonas surge como uma nova forma de manter viva a história da banda, aliando memória afetiva e preservação ambiental.

Para familiares, fãs e admiradores, o espaço deve se tornar um ponto de homenagem permanente à irreverência e ao impacto cultural deixado pelo grupo.

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