Beija-Flor de Nilópolis investe mais de R$ 1 milhão em estrutura que se transforma em Iemanjá na Sapucaí
Comissão de frente utilizou tecnologia hidráulica, elétrica e sincronismo eletrônico para transformar barco no rosto de Iemanjá durante desfile na Marquês de Sapucaí.
Publicado em
A Beija-Flor de Nilópolis surpreendeu o público na madrugada desta terça-feira (17) ao apresentar uma comissão de frente com uma estrutura avaliada em mais de R$ 1 milhão. O equipamento cenográfico, montado sobre o chassi de um ônibus escolar, se transformava no rosto de Iemanjá em plena Marquês de Sapucaí, arrancando aplausos da arquibancada.
De acordo com o coreógrafo Jorge Teixeira, a estrutura foi projetada para sustentar aproximadamente uma tonelada apenas pela base. O chassi do ônibus foi encontrado em São Paulo e, a partir dele, engenheiros desenvolveram uma solução para garantir estabilidade e segurança ao longo do desfile. A proposta artística foi homenagear Iemanjá e representar o encerramento do bembé, tradição em que pescadores levam oferendas ao mar.
O sistema levou cerca de três meses para ser desenvolvido e executado. Durante o desfile, o público pôde acompanhar quatro transformações completas do cenário, em que o barco se convertia no rosto da entidade, em um efeito visual impactante e sincronizado com a coreografia.
Segundo um dos responsáveis pela criação, trata-se de um sistema animatrônico que combina tecnologia hidráulica, elétrica e sincronismo eletrônico. Quatro computadores controlaram todos os movimentos da estrutura. O mecanismo conta com oito pistões hidráulicos feitos sob medida e capacidade de suportar até 12 toneladas de força, garantindo segurança e precisão durante a apresentação.