Médico explica os principais sintomas de virose no Carnaval
Com festas, calor e aglomerações, casos de infecção viral gastrointestinal tendem a aumentar e exigem atenção à hidratação e sinais de alerta
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Com a chegada do Carnaval 2026, a combinação de aglomerações em blocos, praias e festas ao ar livre cria um ambiente propício para a transmissão de vírus que causam viroses, especialmente aquelas que afetam o trato gastrointestinal. Especialistas alertam que episódios de infecção viral gastrointestinal, conhecidos popularmente como viroses, tendem a aumentar neste período do ano, diante do calor, da circulação intensa de pessoas e de hábitos que podem reduzir a imunidade, como consumo exagerado de álcool e noites mal dormidas.
Segundo especialistas consultados pela reportagem, os sintomas mais frequentes de uma virose em foliões incluem:
- Febre: pode variar de baixa a alta, conforme o quadro do paciente;
- Dores no corpo e cólicas abdominais: desconfortos típicos de infecções virais;
- Diarreia aguda: evacuações frequentes e líquidas;
- Vômitos persistentes em casos mais intensos: que podem agravar o quadro;
- Sinais de desidratação: como boca seca, fraqueza acentuada e sede intensa, especialmente se houver vômitos e diarreia prolongados.
A virose do tipo gastrointestinal é causada por vírus como rotavírus ou adenovírus que se espalham facilmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados, pelo contato com superfícies infectadas ou pela transmissão fecal-oral, quando partículas virais presentes em fezes entram em contato com as mãos e, depois, com a boca.
Especialistas reforçam que, embora muitos casos sejam leves e se resolvam em poucos dias com repouso e hidratação adequada, a atenção deve ser redobrada quando os sintomas se intensificam ou persistem por mais tempo. Em casos de febre alta contínua, vômitos intensos ou sinais claros de desidratação, a orientação é buscar atendimento médico.
Com a folia em pleno andamento, medidas simples de prevenção, como lavar as mãos com frequência, evitar água ou alimentos de procedência duvidosa e manter o corpo bem hidratado, podem reduzir o risco de contrair ou agravar uma virose durante o Carnaval.