MPPE denuncia cinco pessoas pela morte de mergulhador em Petrolândia; dois vereadores estão entre os acusados
Empresário Samyr Oliveira de Souza foi baleado em janeiro e morreu após nove dias internado
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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou cinco pessoas pela morte do empresário e mergulhador Samyr Oliveira de Souza, baleado no dia 13 de janeiro de 2026, em Petrolândia, no Sertão do estado. Entre os acusados estão dois vereadores do município: Cristiano Lima dos Santos (PSB), conhecido como “Cristiano da Van”, apontado como autor dos disparos, e o presidente da Câmara Municipal, Erinaldo Alencar Fernandes (PSD), o “Dedé de França”.
De acordo com a denúncia, o crime teria sido premeditado e articulado com liderança intelectual, econômica e logística atribuída a Erinaldo, enquanto Cristiano teria executado os tiros em via pública. Samyr foi socorrido em estado grave, passou por cirurgias no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, mas morreu nove dias depois em decorrência das lesões.
As investigações apontam que o atirador perseguiu a vítima em uma motocicleta e efetuou vários disparos enquanto ela trafegava pela Avenida Prefeito José Gomes de Avelar. Imagens de câmeras de segurança teriam registrado a movimentação dos envolvidos antes e após o crime.
Segundo o MPPE, o escritório político de um dos vereadores teria sido utilizado como base de apoio e esconderijo depois da ação criminosa. O órgão também afirma que houve tentativa de dificultar as investigações, com a suposta exclusão de imagens de câmeras de segurança e retirada de equipamentos de gravação antes da chegada da polícia.
Além dos dois parlamentares, também foram denunciados os assessores Manoel Brasil Silva, Ítalo Vieira Soares e Edmilton Alencar Fernandes. Parte do grupo, conforme o Ministério Público, teria monitorado a movimentação policial após o atentado.
A motivação do crime, segundo a promotoria, estaria relacionada a desentendimentos em um grupo de WhatsApp envolvendo questões pessoais e conjugais, circunstância que pode caracterizar motivo fútil. Até a última atualização do caso, as defesas dos investigados não haviam se manifestado. Cristiano Lima dos Santos foi preso no dia 28 de janeiro, em Santa Cruz do Capibaribe, durante operação da Polícia Civil.