31 de julho de 2025
24 proibidos de ir aos jogos

Professor da Ufal é proibido de ir a estádios após investigação sobre briga entre torcedores do CSA

Docente está entre os 24 alvos de medidas cautelares impostas pela Justiça após tumulto no Estádio Rei Pelé, durante partida da Série C

Por Redação
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Professor da Ufal é proibido de ir a estádios após investigação sobre briga entre torcedores do CSA - Foto: Reprodução

Um professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) está entre os 24 torcedores do CSA impedidos pela Justiça de frequentar estádios em dias de jogos do clube. A decisão é resultado de um inquérito que investiga a atuação de integrantes de torcida organizada em confrontos registrados durante uma partida da Série C do Campeonato Brasileiro, em agosto do ano passado.

O caso ganhou repercussão após o docente ser apontado como um dos investigados nos episódios de violência ocorridos no Estádio Rei Pelé, em Maceió, durante o confronto entre o CSA e o Ituano. Na ocasião, houve correria nas arquibancadas, depredação e arremesso de objetos, ainda antes do término da partida.

De acordo com as investigações, imagens de câmeras de segurança mostram o professor lançando um objeto semelhante a parte de uma porta do pavimento superior em direção ao setor inferior do estádio. O tumulto teria começado por volta das 18h, em meio a confrontos entre torcedores.

Em depoimento prestado em janeiro, o docente afirmou que já deixava o local quando a confusão começou. Segundo ele, diante do clima de pânico e do uso de munições menos letais, arremessou um pedaço de madeira que estava próximo, mas negou ter direcionado o objeto contra policiais, alegando que o lançou para o lado oposto.

Além da proibição de frequentar partidas do CSA, os investigados devem se apresentar em uma unidade da ROTAM nos dias em que o clube entra em campo. A medida já foi cumprida pelo professor no último dia 7, quando o CSA enfrentou o Cruzeiro de Arapiraca pelo Campeonato Alagoano.

A defesa sustenta que o docente não integra a torcida organizada Mancha Azul e afirma que não existem provas individualizadas que comprovem participação em grupo estruturado ou envolvimento recorrente em confrontos. Os advogados também ressaltam que ele não possui antecedentes criminais e argumentam que a exigência de comparecimento em unidade militar em dias de jogos impõe impactos à rotina pessoal e profissional.

Um pedido de reconsideração e revogação das medidas cautelares foi protocolado pela defesa. A decisão agora depende de nova manifestação da Justiça.