31 de julho de 2025
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Sexta-feira 13 não dá azar: entenda a origem da superstição por trás da data mais temida do calendário

História, mitos e cultura se misturam para explicar por que tanta gente associa o dia a mau agouro — mas ciência não confirma nenhum risco

Por Redação
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Sexta-feira 13 não é uma data amaldiçoada. - Foto: Reprodução

Hoje é sexta-feira 13 — data que, no imaginário popular, é sinônimo de azar, mistério e acontecimentos negativos. Mas afinal, por que esse dia carrega tanta fama? A resposta não está em evidências científicas, mas sim em uma mistura de tradições religiosas, mitologia, história e cultura que, ao longo dos séculos, consolidaram essa crença no imaginário coletivo.

A associação entre a sexta-feira e o número 13 como símbolo de má sorte tem várias possíveis origens, que se entrelaçam entre o sagrado e o profano.

No cristianismo, muitos conectam o número 13 à Última Ceia, quando Jesus se reuniu com seus 12 discípulos — totalizando 13 pessoas — pouco antes de ser crucificado, o que teria ocorrido numa sexta-feira. A presença de Judas, o traidor, entre os treze, ajudou a consolidar a ideia do 13 como número de azar, ainda que a Bíblia não faça essa associação direta.

Na mitologia nórdica, uma lenda conta que o deus Loki apareceu como um 13º convidado não convidado em um banquete com 12 deuses. O resultado teria sido confusão, caos e a morte de Balder, um dos deuses mais amados. A história reforçou a má reputação do número 13 em tradições europeias.

Outro evento histórico frequentemente citado ocorreu em 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, quando o rei Filipe IV da França ordenou a prisão em massa dos Cavaleiros Templários. O episódio, marcado por tortura e execuções, passou a ser lembrado em algumas culturas como um dia de infortúnio.

Apesar dessas narrativas, estudiosos afirmam que a associação clara entre sexta-feira e 13 como dia de azar é relativamente recente, consolidando-se entre os séculos XIX e XX com a combinação de crenças populares e sua difusão na cultura.

A ideia de que viver uma sexta-feira 13 traga azar não tem respaldo científico. Estudos mostram que não há aumento estatístico de acidentes, eventos negativos ou ocorrências trágicas nesse dia em comparação com qualquer outra data do calendário.

O medo específico da sexta-feira 13 tem até nome técnico em inglês: paraskevidekatriaphobia, uma variação de triskaidekaphobia, que é o medo irracional do número 13.

Mitos comuns:

  • Filmes de terror como a franquia Sexta-Feira 13 ajudaram a perpetuar a fama da data, mas são ficção e entretenimento, não evidência de perigo real.
  • Quebrar espelhos, passar debaixo de escadas ou cruzar com gato preto são outras superstições populares, mas igualmente sem fundamento.

A mídia, a literatura e as tradições orais têm papel fundamental em manter viva a imagem da sexta-feira 13. A repetição de histórias, o uso simbólico do número 13 em narrativas de medo e a associação com eventos trágicos criam uma sensação coletiva de apreensão — um fenômeno estudado pela psicologia social.

Curiosamente, em outras culturas o dia considerado de azar é diferente:

  • Na Espanha e na Grécia, o dia temido é terça-feira 13
  • Na Itália, a superstição recai sobre a sexta-feira 17

A sexta-feira 13 é um exemplo clássico de como tradições, crenças e narrativas podem moldar a percepção coletiva sobre uma data. A maioria das explicações que ligam o dia ao azar são mitos ou interpretações culturais, não fatos comprovados.

No fim das contas, a data diz mais sobre como o ser humano lida com símbolos, incertezas e medos do que sobre qualquer destino predestinado de infortúnio.

Então, se você está lendo isso numa sexta-feira 13, pode ficar tranquilo: o único azar é perder a oportunidade de aproveitar o dia

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