31 de julho de 2025
POLÍTICA

"Classe política precisa aceitar perder": Jorge Seif critica judicialização da eleição após TSE rejeitar cassação por unanimidade

Senador bolsonarista de Santa Catarina chama de "terceiro turno" o recurso da coligação adversária e reclama de prejuízo financeiro com o processo

Por Redação
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O senador Jorge Saif. - Foto: Arquivo/Agência Senado

O senador Jorge Seif (PL-SC) respirou aliviado nesta quinta-feira (12). Por unanimidade, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou a ação que pedia a cassação de seu mandato por abuso de poder econômico nas eleições de 2022. Mas o bolsonarista de primeira hora, aliado declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro, não guardou silêncio. Em desabafo à coluna de Igor Gadelha, do Portal Metrópoles, Seif disparou contra o que chamou de "terceiro turno" da política brasileira: a judicialização das derrotas eleitorais.

"Infelizmente, a política tem recorrido à Justiça como forma de terceiro turno. A chapa derrotada, não satisfeita com a derrota no TRE, não satisfeita com a derrota", afirmou o senador. Para ele, a classe política precisa aprender a perder. "A classe política, quando derrotada numa eleição, tem que aceitar. É certo, lógico, se tivesse um crime. Agora, eles inventaram. Não teve uma prova, foi só narrativa", completou.

Seif também reclamou dos custos que teve com o processo. "Você sabe o custo de advogados, de banca de advogados em Brasília, deslocamento de avião, de equipe, de advogado. Enfim, isso traz um desgaste muito grande", desabafou. O senador se referia à ação protocolada no TSE pela coligação Bora Trabalhar (PSD, Patriota e União Brasil), que já havia tentado, sem sucesso, a cassação no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC).

A acusação contra Seif girava em torno do uso não declarado de aviões do empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, durante a campanha de 2022. Segundo os adversários, os deslocamentos aéreos deveriam ter sido contabilizados como doação eleitoral, o que não ocorreu. A falta de declaração, argumentavam, configuraria abuso de poder econômico. Mas o relator do caso no TSE, ministro Floriano de Azevedo Marques, entendeu que a produção de provas foi insuficiente. Não havia, segundo ele, elementos cabais para sustentar a cassação.

O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Estela Aranha, Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva e Cármen Lúcia. Todos, sem exceção, concordaram com a falta de provas robustas. A decisão unânime encerra, ao menos por enquanto, o risco iminente de perda do mandato para Seif, que segue no cargo e agora tenta virar a página.

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