31 de julho de 2025

Homem estupra mulher a mando de facção em Brazlândia (DF) como vingança por traição do irmão da vítima

Criminoso atraiu mulher com promessa de pagamento por serviço, a manteve em cárcere por sete horas e a violentou; ela fugiu e acionou a polícia

Por Redação
Publicado em
Geovane Vieira Campos, de 40 anos - Foto: Reprodução

Uma mulher foi mantida refém por sete horas e estuprada em um apartamento em Brazlândia (DF) , na última segunda-feira (9), por um homem que afirmava estar cumprindo uma missão da facção criminosa Comboio do Cão (CDC). Segundo a vítima, o crime teria sido uma retaliação por uma suposta traição cometida pelo irmão dela.

O suspeito, identificado como Geovane Vieira Campos, de 40 anos, atraiu a mulher até sua casa com a promessa de pagar R$ 200 por um serviço. A vítima conhecia Geovane por meio de uma amiga e, diante da necessidade financeira, aceitou o convite.

Ao chegar no local, foi impedida de sair e mantida em cárcere privado por cerca de sete horas. Durante todo esse período, sofreu violência sexual reiterada e foi constantemente ameaçada de morte.

Para intimidar e controlar a vítima, Geovane utilizou:

  • Um simulacro de arma de fogo (réplica visualmente idêntica a uma pistola real);
  • Facas;
  • Uma seringa com conteúdo desconhecido.

Ele repetia, durante as agressões, que estava "cumprindo uma missão" determinada pela facção criminosa Comboio do Cão, conhecida por atuar no Distrito Federal e Entorno.

Em determinado momento, a mulher percebeu que a porta do apartamento estava destrancada. Conseguiu fugir e pediu socorro a moradores vizinhos. Geovane ainda tentou persegui-la na rua, mas desistiu logo depois.

A vítima foi diretamente à 18ª Delegacia de Polícia para registrar a ocorrência. Imediatamente, equipes do Grupo Tático Operacional (Gtop 26) e agentes civis foram até o endereço indicado.

O criminoso já havia fugido, mas deixou para trás a pistola falsa usada durante o ataque. O apartamento foi preservado para perícia criminal, onde foram coletados vestígios e materiais biológicos que devem comprovar a materialidade dos crimes.

A mulher foi encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML) e submetida a exame de corpo de delito.

Geovane Vieira Campos não é réu primário. Ele tem passagens pela polícia por crimes de extrema gravidade, entre eles:

  • Estupro;
  • Latrocínio (roubo seguido de morte);
  • Ocultação de cadáver;
  • Violência doméstica.

Até o momento, ele continua foragido. A Polícia Civil do Distrito Federal segue com as investigações para localizá-lo, e aguarda decisão da Justiça sobre medidas cautelares.

A identidade da vítima é preservada em respeito à Lei de Abuso de Autoridade e ao Código de Ética jornalística. O nome do suspeito é divulgado por se tratar de foragido da Justiça com mandado de prisão em aberto.

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