Homem estupra mulher a mando de facção em Brazlândia (DF) como vingança por traição do irmão da vítima
Criminoso atraiu mulher com promessa de pagamento por serviço, a manteve em cárcere por sete horas e a violentou; ela fugiu e acionou a polícia
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Uma mulher foi mantida refém por sete horas e estuprada em um apartamento em Brazlândia (DF) , na última segunda-feira (9), por um homem que afirmava estar cumprindo uma missão da facção criminosa Comboio do Cão (CDC). Segundo a vítima, o crime teria sido uma retaliação por uma suposta traição cometida pelo irmão dela.
O suspeito, identificado como Geovane Vieira Campos, de 40 anos, atraiu a mulher até sua casa com a promessa de pagar R$ 200 por um serviço. A vítima conhecia Geovane por meio de uma amiga e, diante da necessidade financeira, aceitou o convite.
Ao chegar no local, foi impedida de sair e mantida em cárcere privado por cerca de sete horas. Durante todo esse período, sofreu violência sexual reiterada e foi constantemente ameaçada de morte.
Para intimidar e controlar a vítima, Geovane utilizou:
- Um simulacro de arma de fogo (réplica visualmente idêntica a uma pistola real);
- Facas;
- Uma seringa com conteúdo desconhecido.
Ele repetia, durante as agressões, que estava "cumprindo uma missão" determinada pela facção criminosa Comboio do Cão, conhecida por atuar no Distrito Federal e Entorno.
Em determinado momento, a mulher percebeu que a porta do apartamento estava destrancada. Conseguiu fugir e pediu socorro a moradores vizinhos. Geovane ainda tentou persegui-la na rua, mas desistiu logo depois.
A vítima foi diretamente à 18ª Delegacia de Polícia para registrar a ocorrência. Imediatamente, equipes do Grupo Tático Operacional (Gtop 26) e agentes civis foram até o endereço indicado.
O criminoso já havia fugido, mas deixou para trás a pistola falsa usada durante o ataque. O apartamento foi preservado para perícia criminal, onde foram coletados vestígios e materiais biológicos que devem comprovar a materialidade dos crimes.
A mulher foi encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML) e submetida a exame de corpo de delito.
Geovane Vieira Campos não é réu primário. Ele tem passagens pela polícia por crimes de extrema gravidade, entre eles:
- Estupro;
- Latrocínio (roubo seguido de morte);
- Ocultação de cadáver;
- Violência doméstica.
Até o momento, ele continua foragido. A Polícia Civil do Distrito Federal segue com as investigações para localizá-lo, e aguarda decisão da Justiça sobre medidas cautelares.
A identidade da vítima é preservada em respeito à Lei de Abuso de Autoridade e ao Código de Ética jornalística. O nome do suspeito é divulgado por se tratar de foragido da Justiça com mandado de prisão em aberto.