31 de julho de 2025
saúde

Anvisa aprova vacina contra HPV passa a prevenir também câncer de orofaringe, cabeça e pescoço

Imunizante já protegia contra tumores de colo de útero, ânus, vulva, vagina e verrugas genitais; decisão vale para pessoas de 9 a 45 anos

Por Redação
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Imunizante já protegia contra tumores de colo de útero, ânus, vulva, vagina e verrugas genitais; decisão vale para pessoas de 9 a 45 anos - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nessa terça-feira (10), uma nova indicação terapêutica para a vacina Gardasil 9. Com a decisão, o imunizante passa a ter autorização formal para prevenir cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço relacionados aos nove tipos de HPV cobertos pela vacina.

A autorização não representa uma mudança na composição do produto, mas sim a inclusão oficial na bula de um novo grupo de doenças que já poderiam ser evitadas com a vacinação. A Anvisa analisou dados científicos apresentados pela fabricante e reconheceu formalmente a eficácia do imunizante para essa finalidade.

O que já era prevenido e o que muda


Até então, a Gardasil 9 já tinha indicação aprovada para prevenção de:

- Câncer do colo do útero, vulva, vagina e ânus;

- Lesões pré-cancerosas;

- Verrugas genitais;

- Infecções persistentes causadas por tipos oncogênicos do HPV.

Agora, passam a constar também os cânceres de orofaringe – que atingem regiões como base da língua e amígdalas – e outros tumores de cabeça e pescoço associados a infecções persistentes pelo papilomavírus humano.

A Gardasil 9 protege contra os tipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58 do HPV, cobrindo cerca de 90% dos tipos virais causadores de câncer. A indicação vale para pessoas de 9 a 45 anos, incluindo homens e mulheres.

A Anvisa reforça que a vacinação é mais eficaz quando aplicada antes do início da vida sexual, já que o imunizante atua prevenindo a infecção pelos tipos de HPV – e não trata infecções já existentes.

Prevenção como estratégia contra o câncer


Segundo a nota técnica da agência, a aprovação se baseia na capacidade da vacina de induzir resposta imunológica robusta contra os tipos virais oncogênicos e na prevenção da infecção persistente, etapa considerada fundamental no desenvolvimento de tumores relacionados ao HPV.

A medida amplia o escopo de prevenção do produto e reforça a vacinação como estratégia central no combate a diferentes tipos de câncer associados ao papilomavírus humano, dentro da faixa etária já autorizada no país.

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