31 de julho de 2025
crescimento alarmante

Casos de sarampo disparam nas Américas; Brasil mantém status de país livre da doença

Aumento expressivo da doença, concentra-se principalmente em EUA, México e Canadá, enquanto Brasil reforça vigilância e vacinação

Por Redação
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O sarampo é altamente contagioso e pode levar a complicações graves, como pneumonia, encefalite e cegueira. - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O número de casos de sarampo nas Américas cresceu de forma alarmante, passando de 446 registros em 2024 para 14.891 em 2025, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da OMS. Em janeiro de 2026, os casos já somam 1.031, quase 45 vezes mais que no mesmo período do ano anterior. A maior parte das ocorrências concentra-se nos Estados Unidos, México e Canadá, representando mais de 90% das notificações.

A maioria dos infectados não estava vacinada ou tinha histórico vacinal desconhecido: 93% nos EUA, 91,2% no México e 89% no Canadá. Em novembro de 2025, a Opas retirou o certificado de região livre de sarampo das Américas, reforçando a necessidade de ações coordenadas pelos países da região.

No Brasil, foram registrados 38 casos em 2025, praticamente todos sem vacinação. Apesar do aumento em relação a 2024, o país mantém o status de livre do sarampo, com a maioria dos casos importados ou relacionada à importação. O Ministério da Saúde intensificou a vacinação em fronteiras e áreas de grande fluxo, além de doar mais de 640 mil doses para países vizinhos, como a Bolívia.

O sarampo é altamente contagioso e pode levar a complicações graves, como pneumonia, encefalite e cegueira. A principal forma de prevenção é a vacinação tríplice viral, oferecida pelo SUS: primeira dose aos 12 meses e reforço aos 15 meses. Para evitar surtos, a cobertura vacinal deve atingir pelo menos 95%.

Especialistas destacam que, embora o Brasil esteja controlando a doença, a circulação do vírus em outros países da América do Norte representa um risco constante, exigindo vigilância contínua e vacinação adequada para impedir a transmissão local.