Governo Federal entrega mais de 3 mil cisternas em Alagoas e retoma programa com alta de 20% em três anos
O Programa Cisternas é voltado a famílias da zona rural com renda per capita de até meio salário mínimo, inscritas no Cadastro Único
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O Programa Cisternas teve uma retomada expressiva em Alagoas na atual gestão do Governo Federal. Entre 2023 e 2025, o estado recebeu 3.058 unidades de captação e armazenamento de água , 658 em 2023, 1.200 em 2024 e 1.200 em 2025. Na comparação com 2022, quando foram entregues mil cisternas, o crescimento é de 20%.
Os sistemas garantem o abastecimento para consumo familiar, além de atender escolas, lavouras e a criação de animais. A tecnologia social, incentivada desde 2003, voltou a ser prioridade em 2023 e integra o Novo PAC, com mais de 189 mil unidades contratadas e meta de 219 mil até o fim do ciclo.
Em todo o país, o programa fechou 2025 com 104.300 cisternas entregues desde o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O salto é de 630% em relação a 2022, quando foram finalizadas 6,7 mil unidades. Do total, 88,6% estão no Nordeste.
Os avanços mais expressivos ocorreram em Pernambuco (de 15 para 4.400 entregas, alta de 29.200%), Maranhão (de 19 para 701, crescimento de 3.500%) e Rio Grande do Norte (de 218 para 2.300, aumento de 955%). A Bahia, com 21,2 mil cisternas, é o segundo estado com mais entregas na região, atrás apenas do Ceará (28,9 mil).
Tecnologia social que transforma realidades
O Programa Cisternas é voltado a famílias da zona rural com renda per capita de até meio salário mínimo, inscritas no Cadastro Único. As cisternas de 16 mil litros são destinadas ao consumo humano; já as de 52 mil litros viabilizam a produção de alimentos e o suprimento de animais. Há ainda versões para escolas públicas rurais e sistemas multiuso, implementadas principalmente na região Norte.
A iniciativa também capacita a comunidade para a construção e manutenção das estruturas, gerando trabalho e renda local. Em Salvaterra (PA), 260 cisternas garantiram água para escolas da Ilha de Marajó mesmo em períodos de falha elétrica. No Ceará, agricultores como Francisco Regivaldo Assunção e Francisco Linhares passaram a produzir alimentos com regularidade e ampliaram a renda.
Segurança alimentar e geração de renda
A articulação com outros programas federais potencializa os resultados. No Maranhão, a agricultora Iolanda Santos passou a plantar para consumo e venda, gerando renda na comunidade Paiol. Na Paraíba, o produtor Erasmo da Silva destaca que as cisternas, aliadas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) , garantiram compra governamental da produção familiar.
“O programa tem impactos significativos, como a redução de doenças de veiculação hídrica, da mortalidade infantil, o aumento da produção agroalimentar e a dinamização da economia local”, resume Vitor Santana, coordenador da iniciativa no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Com R$ 1,7 bilhão em investimentos e atuação em 1.037 municípios de 19 estados, o Programa Cisternas chega a 2026 consolidado como política estruturante de convivência com o semiárido e em franca expansão para a Amazônia.