Metroviários de SP declaram estado de greve e realizam assembleia por Plano de Carreira e concurso público
Categoria acusa Metrô de esvaziar empresa com sucessivos PDIs e ausência de reposição desde 2016; trabalhadores cobram negociação sobre steps e fim da terceirização
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O Sindicato dos Metroviários de São Paulo se reúne em assembleia nesta quarta-feira (11) para definir os rumos do estado de greve declarado pela categoria. A mobilização pode evoluir para uma paralisação caso a Cia. do Metropolitano de São Paulo (Metrô) não retome as negociações sobre o Plano de Carreira e outras reivindicações consideradas urgentes pelos trabalhadores.
A categoria cobra da companhia a extensão do pagamento dos STEPs (progressão salarial) a todos os empregados, o fim do limite de 1% da folha para esses reajustes e a revisão de critérios subjetivos de promoção, como a análise comportamental. Os metroviários também se opõem à terceirização da manutenção de vias e trens e exigem a realização de concurso público para repor o quadro.
Segundo o sindicato, o Metrô não realiza concurso público desde 2016. No mesmo período, abriu três Programas de Demissão Voluntária (PDVs) e cinco Programas de Demissão Incentivada (PDIs). Para a entidade, a sucessão de desligamentos sem reposição configura uma estratégia de esvaziamento da empresa pública, abrindo espaço para a terceirização. O sindicato também critica a abertura de um novo PDI antes mesmo da conclusão do anterior, deixando funcionários em situação indefinida.
A assembleia ocorre às 18h30 na sede da entidade. Os trabalhadores vão deliberar sobre formas de mobilização e os rumos do estado de greve, que já foi aprovado após o Metrô se recusar a negociar o Plano de Carreira. A categoria afirma que não aceitará uma postura autoritária da companhia e segue pressionando por diálogo e valorização do serviço público.