31 de julho de 2025
Após denúncia de importunação

Ministro do STJ Marco Buzzi é internado em Brasília após mal-estar com palpitação e dor no tórax

Internação ocorre enquanto denúncias de importunação sexual contra o ministro são apuradas pelo STJ e pelo CNJ; jovem afirma ter sido assediada em Balneário Camboriú

Por Redação
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Ministro do STJ Marco Buzzi é internado em Brasília após mal-estar com palpitação e dor no tórax - Foto: STJ

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Buzzi, foi internado em hospital particular de Brasília nesta quarta-feira (4) após sentir um forte mal-estar, segundo nota divulgada pelos advogados nesta quinta-feira (5). O magistrado apresenta palpitações e dor no tórax (precordialgia) e cumpre recomendação médica de observação e controle dos sintomas.

Buzzi, que já possui cinco stents e marca-passo implantados nos últimos cinco anos, recebeu licença médica de 10 dias, renovável conforme necessidade. Durante a internação, a equipe do hospital DF Star destacou que a internação se deu por precaução, especialmente em situações de forte tensão.

Apuração de denúncia

Paralelamente, o STJ e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigam denúncias de importunação sexual envolvendo uma jovem de 18 anos, ocorrida em 9 de janeiro em Balneário Camboriú (SC). Segundo relatos da vítima, durante uma ida ao mar, o ministro teria tentado forçar contato físico, sendo impedida pelos pais.

A denúncia foi registrada na Polícia Civil de São Paulo em 14 de janeiro e também é acompanhada pelo CNJ e pelo STF, em razão do foro privilegiado de Buzzi. Na quarta-feira (4), o STJ instaurou sindicância interna, formada por três ministros, para apurar o caso. A jovem prestou depoimento nesta quinta à Corregedoria do CNJ.

Posicionamentos

  • Defesa de Buzzi: afirma que o ministro foi surpreendido pelas insinuações e repudia qualquer alegação de ato impróprio.
  • Defesa da jovem: destaca a necessidade de rigor nas apurações e proteção da vítima.
  • CNJ: reforça que o processo tramita em sigilo para preservar a integridade da vítima e evitar revitimização.
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