Líder oposicionista venezuelano é preso novamente menos de 12 horas após ser solto
Juan Pablo Guanipa, aliado de María Corina Machado, foi detido sob alegação de descumprir termos de sua liberdade; oposição denuncia "sequestro"
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O líder oposicionista venezuelano Juan Pablo Guanipa, aliado da principal líder da oposição, María Corina Machado, foi preso novamente menos de 12 horas depois de ser solto na noite desse domingo (8). A informação foi confirmada pelo Ministério Público da Venezuela, que alegou que ele violou os termos de sua liberdade condicional ao falar publicamente sobre seu caso.
Guanipa havia sido libertado após oito meses detido em Caracas, onde cumpria prisão por acusações de envolvimento em um suposto "plano terrorista" para sabotar eleições. Pouco após ganhar a liberdade, ele percorreu ruas da capital de motocicleta, reuniu-se com familiares de presos políticos e concedeu entrevistas à imprensa.
María Corina Machado denunciou nas redes sociais que Guanipa foi "sequestrado" por homens fortemente armados em Caracas e exigiu sua libertação imediata. Seu filho, Ramón Guanipa, também cobrou "prova de vida" e responsabilizou o regime por qualquer eventualidade. "Responsabilizo o regime por qualquer coisa que aconteça ao meu pai, já basta de tanta repressão", escreveu.
Ministério Público pediu transferência para prisão domiciliar
Em comunicado, o Ministério Público afirmou que solicitou aos tribunais que "o transfiram para prisão domiciliar", alegando que as medidas cautelares estavam condicionadas ao cumprimento rigoroso das obrigações impostas – incluindo, aparentemente, uma condição de não se manifestar publicamente.
Antes de ser detido novamente, Guanipa havia celebrado sua libertação, descrevendo um processo de "perseguição, clandestinidade e reclusão" e afirmando que iniciava uma etapa para discutir "o presente e o futuro da Venezuela".
O episódio evidencia a tensão política crescente no país e a fragilidade das libertações de opositores, que frequentemente são revogadas sob novas alegações.