31 de julho de 2025
Denúncia

Presidente do Penedense denuncia tentativa de aliciamento de atletas para manipulação de apostas

Caso ocorreu no dia da última rodada do Campeonato Alagoano, antes da partida contra o ASA

Por Raphael Medeiros
Publicado em
Aerton Reis, presidente do Penedense - Foto: Foto: Reprodução/Penedense

O presidente do Penedense, Aerton Reis, denunciou uma tentativa de aliciamento de jogadores do clube para a manipulação de resultados em esquemas ligados a apostas esportivas. Segundo o dirigente, três atletas receberam propostas financeiras para “entregar” o jogo contra o ASA, válido pela última rodada do Campeonato Alagoano.

De acordo com Aerton Reis, o contato com os jogadores ocorreu por meio de mensagens enviadas aos celulares dos atletas, oferecendo dinheiro para que facilitassem o resultado da partida. O valor proposto não foi divulgado. Diante da gravidade da situação, o presidente informou que registrou boletim de ocorrência.

Aerton Reis, presidente do Penedense
“O dono da linha já está sendo identificado e está ligando para nossos atletas. Aproximadamente três nos falaram que estão recebendo ofertas em valores financeiros para que facilitem o jogo de hoje contra a equipe do ASA, ofertando dinheiro para que esses jogadores sejam expulsos ou nem participem da partida.”

O dirigente ressaltou que o clube adotou medidas imediatas para preservar a integridade da competição e proteger seus atletas, além de comunicar o caso às autoridades competentes.

Crime previsto em lei

O aliciamento de jogadores para manipulação de resultados em esquemas de apostas é considerado crime no Brasil. A prática foi tipificada de forma explícita pela Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), que endureceu o combate a fraudes no esporte.

O artigo 198 da legislação estabelece que é crime solicitar, oferecer, prometer, aceitar ou receber qualquer tipo de vantagem indevida — como dinheiro ou bens — com o objetivo de alterar ou falsear o resultado de uma competição esportiva. A pena prevista é de reclusão de dois a seis anos, além de multa.

A lei alcança tanto quem promove o aliciamento — como apostadores, intermediários ou organizações criminosas — quanto quem aceita a proposta, incluindo jogadores, árbitros, técnicos e outros integrantes diretamente envolvidos na competição.

O caso relatado pelo Penedense se soma a uma série de denúncias recentes que acendem o alerta sobre a atuação de redes de apostas ilegais no futebol brasileiro, reforçando a necessidade de investigação rigorosa e punição exemplar para preservar a credibilidade das competições.