Moradores podem participar de consulta pública sobre o futuro do Metrô do Recife
Prazo para envio de dúvidas e sugestões segue até 23 de março no site do BNDES
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Moradores da Região Metropolitana do Recife já podem participar da consulta pública sobre o projeto de concessão do Metrô do Recife. O prazo teve início nesta sexta-feira (6) e segue até o dia 23 de março, período em que qualquer cidadão pode enviar dúvidas, críticas e sugestões sobre o modelo proposto.
A consulta pública faz parte das etapas para a concessão do sistema metroferroviário e prevê cerca de R$ 4 bilhões em investimentos. O projeto inclui a modernização da infraestrutura, a compra de novos trens, a reforma de estações e melhorias operacionais no sistema.
As contribuições devem ser enviadas pela internet, diretamente ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por conduzir o processo. No site oficial, os interessados podem acessar os estudos técnicos, documentos do projeto, perguntas frequentes e orientações detalhadas, além de preencher o formulário de participação sem necessidade de cadastro prévio.
Além da consulta online, será realizada uma audiência pública presencial no dia 5 de março, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. O encontro tem como objetivo apresentar o projeto e esclarecer dúvidas da população, de usuários do sistema, entidades e especialistas.
O projeto prevê a concessão do Metrô do Recife por um período de 30 anos, com investimentos federais concentrados nos primeiros cinco anos e a gestão futura sob responsabilidade do Governo de Pernambuco, após a transição da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para a concessionária.
Durante visita técnica ao sistema, realizada em janeiro, a governadora Raquel Lyra destacou a urgência de investimentos para enfrentar os problemas de mobilidade urbana da capital. Também foi anunciado o reforço da frota com a chegada de 11 trens seminovos, além do início das obras de recuperação do metrô, que devem começar em até 30 dias e têm previsão de conclusão das intervenções mais urgentes em seis meses.