31 de julho de 2025
ECONOMIA

Poupança registra saída líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro, maior retirada desde 2023

BC aponta que Selic alta continua estimulando migração para investimentos mais rentáveis. Saldo total da caderneta segue acima de R$ 1 trilhão

Por Redação
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Poupança tem retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro - Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

A caderneta de poupança registrou uma retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (6). Isso significa que os saques (R$ 354,7 bi) superaram os depósitos (R$ 331,2 bi), continuando uma tendência observada nos últimos anos.

O fenômeno é impulsionado principalmente pela manutenção da taxa Selic em patamar elevado (atualmente em 15% ao ano). Com juros altos, investimentos de renda fixa como Tesouro Direto e CDBs tornam-se mais atrativos, oferecendo rentabilidade potencialmente superior à da poupança, que tem rendimento atrelado a regras específicas.

Histórico Recente:

  • 2023: Retirada líquida de R$ 87,8 bilhões.
  • 2024: Retirada líquida de R$ 15,5 bilhões (com saldo negativo de R$ 85,6 bi no ano).
  • Janeiro/2026: Retirada líquida de R$ 23,5 bilhões.

Apesar das saídas, o saldo total da poupança permanece expressivo, ultrapassando R$ 1 trilhão. Em janeiro, os rendimentos creditados nas contas somaram R$ 6,4 bilhões.

Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic estável desde julho de 2025, após um ciclo de alta, com o objetivo de conter a inflação. Em dezembro, o IPCA fechou 2025 com alta acumulada de 4,26%, acima da meta central de 3%. Na última ata, o BC sinalizou o início de um ciclo de cortes da taxa de juros a partir de março, embora mantenha o tom de que os juros seguirão em níveis restritivos. A expectativa de queda futura da Selic pode, em tese, alterar a atratividade relativa entre os investimentos ao longo do ano.

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