31 de julho de 2025
baixo potencial

Ministério da Saúde descarta risco do vírus Nipah para o Brasil e avalia baixo potencial pandêmico

Pasta afirma que não há ameaça à população após casos confirmados na Índia; especialista explica que morcego hospedeiro não existe no continente americano

Por Redação
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Imagem ilustrativa - Foto: Ruslanas Baranauskas/Divulgação

O Ministério da Saúde afirmou nesta sexta-feira (30) que o vírus Nipah, que registrou dois casos confirmados na província de Bengala Ocidental, na Índia, apresenta baixo potencial de causar uma nova pandemia e não representa uma ameaça imediata para o Brasil. A avaliação foi alinhada com o posicionamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no mesmo dia.

Segundo a autoridade sanitária brasileira, o último caso confirmado na Índia foi diagnosticado em 13 de janeiro, e desde então 198 contatos das pessoas infectadas foram identificados, monitorados e testados, todos com resultados negativos para a doença. "Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais", esclareceu o ministério.

O Brasil mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, com articulação entre instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas, a Fiocruz e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O vírus Nipah, identificado pela primeira vez em 1999 na Malásia, é considerado zoonótico e ocorre com regularidade em países como Bangladesh e Índia.

De acordo com o infectologista Benedito Fonseca, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, a ocorrência do vírus na Índia está ligada a uma espécie de morcego frutífero que atua como hospedeiro natural. Esses morcegos não existem no continente americano, o que reduz significativamente o risco de disseminação local. "Acredito que o potencial pandêmico, de uma distribuição no mundo todo, é pequeno", afirmou o especialista, destacando que a transmissão ocorre principalmente pelo consumo de alimentos contaminados por secreções dos animais, além do contato direto entre humanos.