Falhas médicas deixam servidora do TJPE em estado vegetativo após cirurgia, aponta documento da família
Defesa pede afastamento de médicas e aponta sucessão de erros em procedimento considerado de baixo risco para retirar vesícula e corrigir hérnia
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A servidora pública Camila Nogueira, de 38 anos, está em estado vegetativo permanente após complicações em uma cirurgia considerada de baixo risco realizada em agosto de 2025. Um documento apresentado pela defesa da família ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) aponta uma sucessão de supostas falhas médicas durante o procedimento para retirada da vesícula e correção de hérnia, que resultaram em sequelas neurológicas irreversíveis.
O relato da família, baseado em documentos do prontuário, afirma que a paciente apresentou episódios de apneia (paradas respiratórias) no centro cirúrgico, mas os alarmes dos equipamentos foram ignorados pela equipe por mais de um minuto e 40 segundos. Segundo a representação, Camila permaneceu em sofrimento respiratório por cerca de 15 minutos, evoluiu para uma parada cardiorrespiratória às 11h16, que só foi clinicamente identificada quase dois minutos depois, e só foi reanimada às 11h33, quando já havia sofrido lesão cerebral por falta de oxigenação.
A defesa pede o afastamento imediato e a cassação do registro das três médicas envolvidas: a anestesista Mariana Parahyba e as cirurgiãs Clarissa Guedes e Danielle Teti. O hospital não se pronunciou, e o Cremepe afirmou que o processo corre em sigilo. O pai de Camila, desembargador Roberto Wanderley Nogueira, disse estar "despedaçado" e que o caso "não pode se repetir".