31 de julho de 2025
RIO DE JANEIRO

Justiça nega HC e mantém bicheiro Rogério Andrade em presídio federal de segurança máxima

TJRJ rejeita pedido da defesa contra inclusão no RDD e ressalta periculosidade do acusado, apontado como líder de organização criminosa no RJ

Por Redação
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Rogério está preso no Presídio Federal de Campo Grande (MS) - Foto: Reprodução/Web

8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou o habeas corpus apresentado pela defesa do bicheiro Rogério de Andrade e decidiu mantê-lo no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em presídio federal de segurança máxima. Andrade está preso no Presídio Federal de Campo Grande (MS) desde outubro de 2024, acusado de mandar matar o rival Fernando Iggnácio em 2020.

O relator do caso destacou que a medida é proporcional e necessária para a segurança pública, dada a gravidade dos crimes e a periculosidade do acusado. “A transferência dos líderes para presídios nos quais o Estado exerce maior aparato de segurança interfere na organização das estruturas criminosas”, justificou o magistrado.

Acusações e perfil criminal

Rogério Andrade é apontado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) como um dos principais líderes de uma organização criminosa envolvida na exploração de jogos de azar, corrupção, lavagem de dinheiro e homicídios. Seu faturamento é considerado milionário.

O crime que motivou sua prisão foi o assassinato de Fernando Iggnácio em agosto de 2020, no Recreio dos Bandeirantes (RJ). A vítima foi atingida por três tiros de fuzil — um na cabeça — ao desembarcar de helicóptero. O atirador estava escondido em um terreno baldio próximo ao heliporto.

A decisão judicial reforça a estratégia de isolar líderes do crime organizado em unidades federais de alta segurança, dificultando a continuidade de suas atividades ilegais mesmo durante o cárcere. O caso segue sob acompanhamento das instâncias superiores.

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