Operação Encontro Fatal: denúncias levaram à investigação que identificou quadrilha que extorquia garotas de programa
Delegado Bruno Tavares (PCAL) revela que mulheres relataram crimes em PE; Justiça bloqueou R$ 20 mil em contas para possível ressarcimento
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A Operação Encontro Fatal, deflagrada nesta quarta-feira (21) pelas polícias civis de Pernambuco e Alagoas, teve início a partir de denúncias feitas pelas próprias vítimas em território pernambucano. O delegado da PCAL, Bruno Tavares, afirmou que a coragem das mulheres em relatar os crimes foi decisiva para a instauração do inquérito, que apura extorsão, roubo majorado, associação criminosa e estupro.
A quadrilha agia por meio de falsos agendamentos: criminosos se passavam por clientes, marcavam encontros e, no local, anunciavam assalto, roubavam pertences e coagiam as vítimas a fazer transferências via Pix para contas controladas por outros integrantes do esquema em Maceió.
A operação resultou no sequestro de aproximadamente R$ 20 mil encontrados em contas vinculadas aos investigados. Conforme explicou o delegado, o valor ficará à disposição da Justiça para um eventual ressarcimento das vítimas ao final do processo. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Maceió, com apreensão de celulares e extratos bancários para análise.
Até o momento, a investigação – conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) com apoio da PCAL – registra cinco boletins de ocorrência (quatro em PE e um em AL). O delegado Bruno Tavares fez um apelo para que outras possíveis vítimas procurem a polícia, seja presencialmente na Delegacia Geral, através do Núcleo de Planejamento Operacional, ou pelos canais online da Polícia Civil. Ele destacou que crimes de extorsão são de ação penal pública, ou seja, a investigação não depende exclusivamente da iniciativa da vítima.
A operação segue em andamento, e novas medidas cautelares podem ser solicitadas à Justiça com base nas evidências coletadas.