Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de vender camarotes do São Paulo ilegalmente
Diretor-adjunto de base e ex-esposa do presidente afastado Julio Casares são alvos da operação; esquema movimentou ingressos caros em show no Morumbis
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A Polícia Civil de São Paulo cumpre, na manhã desta quarta-feira (21), quatro mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em um esquema de venda ilegal de camarotes do São Paulo Futebol Clube no estádio do Morumbis. Entre os alvos estão o diretor-adjunto de futebol de base, Douglas Schwartzmann, e Mara Casares, ex-esposa do presidente afastado do clube, Julio Casares, e diretora feminina, cultural e de Eventos.
A operação, realizada pela 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração, investiga suspeitas de corrupção privada no esporte e coação. O caso veio à tona em dezembro de 2025, após a divulgação de um áudio em que Schwartzmann e Mara Casares confessavam envolvimento em um esquema clandestino e pressionavam uma intermediária a retirar uma ação judicial.
Como funcionava o esquema
Segundo o Ministério Público, o esquema consistia no repasse irregular de um camarote ligado à presidência do clube para Mara Casares, que o utilizou durante o show de Shakira no Morumbis em fevereiro de 2025. Uma intermediária foi contratada para vender os ingressos, com valores que chegaram a R$ 2,1 mil. A fraude estourou quando a intermediária entrou na Justiça alegando ter sido vítima de um calote, o que levou à gravação do áudio comprometedor.
O presidente Julio Casares foi afastado temporariamente do cargo na última sexta-feira (16), após ter seu impeachment aprovado pelo Conselho Deliberante. Ele é investigado pelo mesmo esquema. Quem assume interinamente a presidência é Harry Massis Junior, até que uma Assembleia Geral, a ser convocada em até 30 dias, decida sobre a destituição definitiva de Casares.
Após a revelação do caso, Douglas Schwartzmann e Mara Casares pediram afastamento de seus cargos no São Paulo. A operação desta quarta-feira marca um novo capítulo na investigação sobre a gestão e práticas irregulares dentro do clube paulista.