31 de julho de 2025
maranhão

Menino conta como se perdeu de crianças desaparecidas em Bacabal

Anderson, encontrado após 3 dias, revelou que crianças foram atrás de maracujá e se abrigaram em cabana; buscas por Ágatha, 6, e Allan, 4, entram na terceira semana

Por Redação
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Crianças estão desaparecidas desde o dia 4 de janeiro - Foto: Arquivo pessoal

O menino Anderson Kauan, de 8 anos, deu seu depoimento à Polícia Civil do Maranhão e relatou os momentos que antecederam o desaparecimento dele e dos primos, Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. As crianças sumiram no dia 4 de janeiro, e as buscas pelos dois menores chegam ao 16º dia nesta segunda-feira (19/1) sem novas pistas.

De acordo com o depoimento de Anderson, o trio se perdeu após sair em busca de um pé de maracujá. Mesmo advertidas por um tio para voltarem para casa, as crianças fugiram e entraram na mata por um caminho alternativo, de vegetação mais fechada. O delegado Ederson Martins, responsável pelo caso, afirmou que a estimativa é de que tenham ficado juntos por pelo menos duas noites.

Durante esse período, as três crianças se abrigaram em uma cabana abandonada na mata, conhecida localmente como “casa caída”. Anderson relatou que havia uma cadeira e um colchão velhos no local. Devido ao péssimo estado da estrutura, também buscaram refúgio ao pé de uma árvore. A separação aconteceu no terceiro dia, quando Anderson decidiu seguir sozinho, pois os primos menores estavam cansados e não queriam mais caminhar. “[Ele] queria achar a saída. Estava perdido”, explicou o delegado.

Encontrado por um carroceiro no dia 7 de janeiro, a cerca de 4 km do local do desaparecimento, Anderson estava sem roupas e com sinais de fraqueza. Na ocasião, ele disse que os primos estavam “mais à frente”, mas o paradeiro deles não foi localizado. O delegado destacou que o menino apresenta lapsos de memória e não consegue precisar toda a trajetória ou o tempo que caminhou sozinho.

Buscas ampliadas entram na terceira semana

A operação para encontrar Ágatha e Allan agora conta com mais de 500 pessoas, incluindo forças federais, estaduais, voluntários e, mais recentemente, a Marinha do Brasil. A Marinha atua no rio Mearim com um sonar de varredura lateral (side scan sonar) para mapear o fundo do rio em áreas de baixa visibilidade. Até o momento, as equipes já vasculharam uma área superior a 3.200 km².

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que todas as hipóteses continuam sendo investigadas, mas que as possibilidades de sequestro ou violência sexual perderam força após exames periciais descartarem qualquer abuso contra Anderson Kauan.

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