31 de julho de 2025
desaparecimento

Mãe desabafa após 16 dias de sumiço de filhos no Maranhão: "Deus está me sustentando"

Ágatha, 6, e Allan, 4, desapareceram em quilombo de Bacabal; centenas de agentes buscam as crianças

Por Redação
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Clarice Cardoso é mãe de Ágatha Isabelly e Allan Michael, de 4 anos, - Foto: Reprodução/Instagram

A dor de uma mãe se transforma em um apelo público enquanto as buscas por seus dois filhos pequenos entram na terceira semana. Clarice Cardoso, mãe de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e de Allan Michael, de 4, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), usou as redes sociais neste domingo (18) para fazer um emocionado desabafo.

“15 dias sem vocês, meus amores... Estou com a mente destruída, o coração despedaçado, mas a fé que eu tenho em Deus é grande”, escreveu, mantendo a esperança de que os filhos estão vivos e pedindo que um “anjo” os encontre.

Nesta segunda-feira (19), as operações de busca pelos irmãos chegam ao 16º dia, mobilizando uma força-tarefa com centenas de integrantes. A equipe é formada por militares da Marinha e do Exército Brasileiro, pelo Corpo de Bombeiros do Maranhão, policiais, agentes do ICMBio e voluntários da comunidade. As buscas, que se concentraram inicialmente na mata, foram estendidas para os meios fluvial e aéreo após o esgotamento de pistas terrestres.

Um novo indício trouxe um misto de alívio e apreensão na última quinta-feira (15). Autoridades confirmaram que as crianças passaram pelo menos uma noite em uma cabana improvisada na floresta, após cães farejadores detectarem o cheiro delas no local. A descoberta reforça a tese de que Ágatha e Allan permanecem na região, mas a dificuldade do terreno denso mantém as equipes em alerta máximo.

O caso ganhou um desdobramento crucial com o encontro de Anderson Kauan, de 8 anos, primo dos dois irmãos desaparecidos. Ele havia sumido no mesmo dia, após sair para brincar com os primos. Encontrado por um carroceiro no dia 7, a 4 km do local do desaparecimento, Kauan estava sem roupas e debilitado, mas sem sinais de violência sexual, conforme exames divulgados pelo governador Carlos Brandão. O menino, que segue internado sob acompanhamento especializado, deu uma pista crucial: afirmou às autoridades que viu seus dois primos “mais à frente” na mata, antes de se perder. Sua escuta especializada é considerada uma peça-chave para direcionar as buscas que continuam, dia e noite, na esperança de reunir a família.

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