31 de julho de 2025
investigação

O que a polícia já descobriu sobre as mortes de pacientes na UTI de hospital no DF?

Vítimas na UTI receberam substâncias tóxicas na veia; um suspeito confessou os crimes e agiu com "frieza", segundo a polícia

Por Redação
Publicado em
Técnico de 24 anos é apontado como o principal responsável pelos homicídios - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de três pacientes da UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, que teriam recebido injeções de substâncias tóxicas por técnicos de enfermagem. Entre as vítimas está uma professora aposentada de 75 anos que, segundo as investigações, recebeu dez injeções de desinfetante na veia após sobreviver a quatro paradas cardíacas induzidas por um medicamento controlado obtido com receita falsificada.

Os três suspeitos presos são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, Amanda Rodrigues de Sousa, 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22. Marcos Vinícius confessou os crimes ao ser confrontado com imagens das câmeras de segurança do hospital. O delegado Mauricio Iacozzilli destacou a frieza do suspeito: “Choca a frieza que ele demonstrou”, afirmou. A polícia ainda apura a motivação dos assassinatos.

Famílias das vítimas cobram justiça


As vítimas são o supervisor de manutenção João Clemente Pereira, 63, o carteiro Marcos Moreira, 33, e a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75. Valéria Leal Pereira, filha de João Clemente, relata que o pai, internado por um coágulo cerebral, apresentava melhora até sofrer quatro paradas cardíacas seguidas em dois dias. “Meu pai não tinha problemas no coração”, disse, afirmando que a família uniu forças com outros parentes para buscar justiça.

No caso do carteiro Marcos Moreira, internado com suspeita de pancreatite, a família estranhou as paradas cardíacas sucessivas. O hospital posteriormente informou que investigava a morte como suspeita, indicando que um técnico teria injetado cloreto de potássio em sua veia.

Hospital se diz "vítima" e colabora com a investigação


Em nota, o Hospital Anchieta afirmou que identificou "circunstâncias atípicas" nas três mortes, demitiu os funcionários envolvidos e levou o caso à polícia. A instituição se declarou "também vítima" da ação dos ex-funcionários e disse colaborar de forma irrestrita com as autoridades. As imagens de segurança foram cruciais para desvendar os crimes.

Os três suspeitos estão presos temporariamente por 30 dias. A Polícia Civil adiantou que, ao fim das investigações, vai pedir a prisão preventiva deles. O inquérito corre em segredo de Justiça.

Leia também