31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

Bolsonaristas rejeitam ideia de Tarcísio como "CEO do Brasil"; crítica mira declaração da primeira-dama

Influenciador Paulo Figueiredo afirma que movimento não quer um "gestor de planilha", e Carlos Bolsonaro ironiza com imagem de João Doria; assessoria de Tarcísio tenta amenizar repercussão

Por Redação
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas - Foto: Paulo Guereta/Governo do Estado SP

Uma declaração da primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, gerou reações negativas dentro do bolsonarismo ao se referir ao marido, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o “novo CEO” que o Brasil precisa. A analogia empresarial foi criticada por figuras próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que a interpretaram como um movimento de distanciamento dos valores ideológicos do grupo.

O jornalista e influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo foi direto ao afirmar que “o bolsonarismo não quer um CEO”. Em publicação no X, ele argumentou que um presidente deve lidar com “valores, soberania e identidade nacional”, e não atuar como um mero gestor focado em eficiência e custos. “O bolsonarismo nasce […] contra a ideia de que o povo deve ser permanentemente tutelado por uma elite tecnocrática que trata a nação como se fosse uma empresa mal administrada”, escreveu.

Já Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, optou pela ironia. Ele compartilhou no Instagram uma imagem do ex-governador João Doria (inimigo político do bolsonarismo) segurando uma edição da revista Forbes que o chamava de “CEO de São Paulo”, numa clara associação entre os termos rejeitados pelo núcleo bolsonarista.

A reação reflete a tensão latente no campo de direita quanto à pré-candidatura presidencial. O bolsonarismo oficial tem se mobilizado em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e enxerga em Tarcísio uma possível concorrência desalinhada com a agenda ideológica do grupo. A declaração da primeira-dama foi vista como um passo nesse sentido, ainda que sua assessoria tenha tentado amenizar, afirmando que ela apenas “concordava” com o marido, e não o defendia como candidato.

No vídeo que gerou o comentário, Tarcísio defendeu a redução do tamanho do Estado e afirmou que “o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT”, posicionando-se como uma alternativa de direita sem, no entanto, fazer menção a uma candidatura própria. 

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