Professor é preso por suspeita de estupro e aliciamento de alunos em troca de boas notas
Investigação revela que suspeito, que estava foragido desde abril, assediava estudantes de 10 a 16 anos e armazenava fotos íntimas das vítimas em pastas organizadas por escola
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Um professor de 46 anos foi preso nesta quinta-feira (8) no Espírito Santo, suspeito de cometer crimes de estupro de vulnerável, assédio sexual e exploração sexual contra crianças e adolescentes. Segundo a Polícia Civil, ele atuava em escolas públicas da Serra e de Vila Velha, na Grande Vitória, e se aproveitava de sua posição para aliciar meninos com idades entre 10 e 16 anos, em sua maioria com baixo rendimento escolar.
O modus operandi incluía a oferta de melhoria nas notas e pagamentos em dinheiro — com valores entre R$ 30 e R$ 50 via Pix — em troca de favores sexuais e envio de material pornográfico. Em alguns casos, chegou a presentear as vítimas com objetos como uma prancha de surfe. As abordagens começavam pessoalmente, nos intervalos das aulas, e depois migravam para as redes sociais.
A primeira denúncia foi registrada em novembro de 2024, na Serra, após a mãe de uma aluna descobrir conversas de cunho sexual entre o professor e um estudante. Nas investigações, foram apreendidos aparelhos eletrônicos do suspeito, onde ele organizava pastas com as iniciais das escolas e, dentro delas, arquivos com as iniciais das vítimas, contendo imagens íntimas. “Ele era um frequentador assíduo de sites de exploração sexual infantil”, afirmou a delegada Thaís Cruz, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Um dos casos mais graves envolve um adolescente de 12 anos, ameaçado pelo professor após ser pego usando o celular em aula. O docente teria dito que, para não ser denunciado, o menino deveria acessar sites pornográficos com conteúdo de pedofilia, sob a alegação de que monitoraria o acesso. “Ele falava: ‘Eu vou saber se você acessou ou não. Lembra: eu conheço a sua família e sei onde ela mora’”, relatou a delegada. O professor também teria tocado nas nádegas e coxa do estudante no banheiro da escola.
Com as provas reunidas, foi decretada a prisão preventiva do suspeito, que estava foragido desde abril de 2025. As investigações continuam, e o material apreendido sugere que pode haver mais vítimas. O caso agora segue para as etapas processuais na Justiça.