31 de julho de 2025
BRASÍLIA

Carlos Bolsonaro critica PF por fornecer protetor auricular a ex-presidente na prisão

Filho alega que barulho de ar-condicionado é "intenso e enlouquecedor" e que medida é irregular; Defensoria Pública instaura procedimento para analisar condições de saúde de Bolsonaro

Por Redação
Publicado em
Carlos Bolsonaro, vereador pelo Rio de Janeiro. - Foto: Reprodução/Instagram

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) usou as redes sociais nesta terça-feira (13) para criticar a Polícia Federal (PF) por fornecer protetores auriculares ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da PF em Brasília. Segundo ele, o equipamento foi dado para amenizar o ruído de um ar-condicionado instalado próximo à sala do ex-presidente, em vez de solucionar a causa do barulho.

Em publicação no X (antigo Twitter), Carlos Bolsonaro descreveu o som como "intenso" e "enlouquecedor", afirmando que a exposição é contínua. Ele classificou a medida como uma "irregularidade" e argumentou que as autoridades, cientes do problema, transferiram ao "custodiado o ônus de suportá-la". O ex-vereador também alegou que o pai enfrenta "privação de descanso" e um "ambiente hostil", exigindo "providências urgentes".

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado, condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar organização criminosa em tentativa de golpe de Estado. Esta não é a primeira vez que familiares questionam suas condições de encarceramento. Na segunda-feira (12), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comparou a situação do pai à do ditador venezuelano Nicolás Maduro, preso nos Estados Unidos, sugerindo tratamento mais rigoroso no Brasil.

O caso ganhou novos desdobramentos após uma queda do ex-presidente dentro da cela na semana passada, resultando em traumatismo craniano leve. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de autorizar a remoção para o hospital apenas no dia seguinte ao incidente gerou reações, incluindo uma sindicância aberta e posteriormente anulada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Nesta terça, a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) informou que instaurou um procedimento para analisar informações relacionadas às condições de saúde de Bolsonaro. A ação foi motivada por ofícios enviados pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que solicitaram a atuação do órgão.

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