31 de julho de 2025
Após saída de Lewandowski

Quem é Wellington César Lima e Silva, novo ministro da Justiça escolhido por Lula

Jurista baiano de perfil técnico e discreto, ele assume a pasta após a saída de Ricardo Lewandowski

Por Redação
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Wellington César, novo ministro da Justiça escolhido por Lula - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu o jurista Wellington César Lima e Silva, de 60 anos, para comandar o Ministério da Justiça. O nome foi confirmado nesta terça-feira (13) e marca o retorno de um quadro experiente da área jurídica ao primeiro escalão do governo federal.

Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Wellington César tem mestrado em Ciências Criminais e iniciou doutorado em Direito Penal e Criminologia. Ele ingressou no Ministério Público da Bahia em 1991, onde construiu carreira sólida até alcançar o cargo de procurador-geral de Justiça do estado, função que exerceu por dois mandatos consecutivos entre 2010 e 2014.

Com projeção nacional, Wellington chegou ao Ministério da Justiça em 2016, durante o governo Dilma Rousseff (PT). A passagem, no entanto, foi breve: à época, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que ele só poderia permanecer no cargo caso se desligasse do Ministério Público. Após 11 dias, ele deixou a pasta e foi substituído por Eugênio Aragão.

No atual governo Lula, o jurista voltou a ocupar posição estratégica ao assumir a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, função diretamente ligada ao núcleo do Palácio do Planalto. Em julho do ano passado, deixou o cargo após ser indicado para a Advocacia-Geral da Petrobras.

No entorno do presidente, Wellington César é visto como um nome técnico, de atuação discreta e com bom trânsito institucional — características consideradas essenciais para a condução do Ministério da Justiça em um momento de forte pressão política.

A exoneração de Ricardo Lewandowski foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (9). Até a nomeação do novo ministro, a pasta vinha sendo comandada interinamente pelo secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto.