Ex-diretor do Dnit assinou contratos milionários com empresas investigadas
Marcos de Brito contratou R$ 55 milhões com R7 Facilities, Esplanada e Microtécnica; todas foram alvo de sanções ou investigações por fraudes
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O ex-diretor de Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Marcos de Brito Campos Júnior, assinou contratos milionários com ao menos três empresas que hoje são alvo de investigações ou já sofrem sanções federais por irregularidades. À frente da diretoria entre 2023 e janeiro de 2025, ele chegou a despachar usando tornozeleira eletrônica antes de pedir exoneração na última sexta-feira (9), segundo infromações da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles.
O contrato mais vultuoso foi celebrado com a R7 Facilities em dezembro de 2023, no valor de R$ 53 milhões, para serviços de terceirização. A empresa é investigada pela Polícia Federal por suspeita de integrar um esquema que fraudava licitações e usava funcionários “laranjas”. Atualmente, a R7 acumula dez sanções do governo federal e está proibida de ser contratada pelo Ministério dos Transportes.
Sob a gestão de Marcos, o Dnit também contratou a Esplanada Serviços Terceirizados Ltda., investigada no mesmo suposto cartel, para prestação de serviços de motoristas, no valor de R$ 970 mil. Além disso, foi firmado um acordo de R$ 1,3 milhão com a Microtécnica Informática para compra de notebooks, sete meses antes de a empresa ser sancionada pela Infraero e pelo Ministério de Portos e Aeroportos por descumprir exigências de edital.
Marcos de Brito foi nomeado para o Dnit em 2023 após indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sabatina no Senado. Antes, atuou como superintendente do INSS no Nordeste e, segundo a PF, teria sido um dos servidores que auxiliaram Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, dentro do órgão. As investigações apontam que o ex-diretor integrava a “engrenagem criminosa” da Farra do INSS, com suspeita de receber propina e ter viagens custeadas por empresas de fachada ligadas ao esquema.
A reportagem tentou contato com Marcos de Brito e com o Dnit, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.