31 de julho de 2025
RIO DE JANEIRO

Neta acusa ex-deputado Paulo Melo e pai de abuso sexual; família nega e alega motivação política

Denúncia tramita em segredo de justiça no RJ; mãe e avó materna dizem que jovem confessou ter inventado a história

Por Redação
Publicado em
RJ: ex-deputado estadual Paulo Melo (direita) e sua neta (esquerda) - Foto: Reprodução

Um caso grave envolvendo o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Paulo Melo e sua família está sob investigação em segredo de justiça. A neta do ex-parlamentar, Maria Clara, de 21 anos, acusa o avô e o próprio pai de abuso sexual, alegando que os episódios teriam começado quando ela tinha cinco anos. A denúncia foi formalizada na Ouvidoria da Mulher do Ministério Público do Rio (MPRJ) e agora é analisada pela Polícia Civil.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Maria Clara relatou que sofreu abusos durante anos e buscou terapia para lidar com o trauma. “Eu levantei e fui sozinha. Foi uma escolha minha”, afirmou. Ela também disse ter sido alvo de ataques e tentativas de descredibilização após a denúncia.

No entanto, a mãe e a avó materna da jovem prestaram depoimentos à polícia negando as acusações. Segundo elas, Maria Clara teria admitido em conversas familiares que a história não seria verdadeira. Relataram ainda mudanças recentes em seu comportamento, atribuídas a conflitos pessoais. A irmã mais velha também se manifestou publicamente, defendendo o avô e o pai e afirmando nunca ter presenciado qualquer conduta inadequada.

Em resposta, Paulo Melo divulgou nota e vídeo classificando as acusações como “falsas” e atribuindo-as a uma “trama política”. Ele alegou que a neta desejava ingressar na vida pública como vereadora, mas teria ficado frustrada por ele considerar que “não era o momento”. “Essas frustrações foram captadas por adversários políticos, que não mediram esforços para usá-la”, declarou.

O caso segue em investigação, com as autoridades ouvindo todos os envolvidos e reunindo provas técnicas antes de qualquer conclusão. Por se tratar de tema sensível e com versões diametralmente opostas, o sigilo judicial foi determinado para preservar as partes.

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