Defesa de Bolsonaro pede Smart TV e visita de pastor durante custódia na PF
Advogados também solicitam remição de pena pela leitura; senadora Damares Alves requer vistoria na cela após queda do ex-presidente
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta quinta-feira (8) dois pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF): autorização para que ele tenha acesso a uma Smart TV na cela da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso, e permissão para receber assistência religiosa de um bispo e um pastor.
Segundo os advogados, a televisão – que seria fornecida pela família – é essencial para que Bolsonaro mantenha “vínculo com a realidade social, política e institucional do país” por meio de canais de notícia e plataformas como o YouTube, sem acesso a redes sociais. Já o acompanhamento espiritual seria feito pelo bispo Robson Rodovalho e pelo pastor Thiago Manzoni, figuras que já atendiam o ex-presidente durante sua prisão domiciliar.
No mesmo dia, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) enviou ofício ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, solicitando uma vistoria institucional na cela onde Bolsonaro está custodiado. O pedido foi feito com base na “função fiscalizatória do Senado Federal” e citou a queda recente do ex-presidente, que sofreu um traumatismo craniano leve dentro da unidade.
A defesa também requereu a participação de Bolsonaro no programa de remição de pena pela leitura, que permite reduzir quatro dias de pena por livro lido e avaliado.
Os pedidos ocorrem no mesmo dia em que o presidente Lula vetou o PL da Dosimetria, projeto que reduziria as penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e pelo planejamento golpista – incluindo Bolsonaro.
Agora, caberá a Alexandre de Moraes decidir sobre as solicitações.