31 de julho de 2025
SAÚDE

Anvisa aprova novo remédio contra Alzheimer que desacelera progressão da doença

Leqembi, à base do anticorpo lecanemabe, remove placas amiloides do cérebro e é indicado para pacientes com demência leve

Por Redação
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O medicamento Leqembi - Foto: Reprodução/Reuters

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento da doença de Alzheimer, o Leqembi, produzido com o anticorpo lecanemabe. A autorização, publicada em 22 de dezembro de 2025, marca um avanço significativo no combate à principal causa de demência neurodegenerativa no Brasil, onde mais de um milhão de pessoas convivem com a doença.

Diferente dos tratamentos anteriores, que atuavam apenas nos sintomas, o Leqembi é o primeiro medicamento a atacar diretamente uma das causas da doença: o acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro. O anticorpo age estimulando o sistema imunológico a remover essas placas, desacelerando a destruição neuronal. O remédio é administrado por infusão a cada duas semanas e é indicado para pacientes em estágio inicial de Alzheimer com demência leve.

A eficácia do medicamento foi comprovada em um estudo de grande escala publicado em 2022 na renomada New England Journal of Medicine. Após 18 meses de tratamento, os pacientes que receberam lecanemabe apresentaram redução de 27% no declínio cognitivo e funcional em comparação com o grupo placebo, indicando uma progressão mais lenta da doença.

Especialistas ressaltam que a aprovação representa uma nova frente de esperança no tratamento do Alzheimer. "Isso abre uma porta de oportunidade para intervir na evolução da doença", afirma o neurocirurgião Helder Picarelli, do Hospital das Clínicas da FMUSP. No entanto, ele pondera que o alto custo e os riscos associados exigem avaliação cuidadosa antes que o medicamento seja considerado um sucesso definitivo.

O Leqembi já é aprovado e comercializado nos Estados Unidos desde 2023 pela FDA, e sua chegada ao Brasil deve ampliar o acesso a terapias inovadoras, embora desafios como custo elevado e logística de aplicação ainda precisem ser enfrentados. 

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