Entenda a toxina que levou ao recolhimento das fórmulas Nestlé
Substância produzida pela bactéria Bacillus cereus não é destruída no preparo do alimento e pode causar síndrome emética grave
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A substância que motivou o recall de fórmulas infantis da Nestlé pela Anvisa é a cereulide, uma toxina termoestável (resistente ao calor) produzida por algumas cepas da bactéria Bacillus cereus. A medida, publicada nesta quarta (7), é preventiva e atinge lotes específicos das marcas Nestogeno, Nan Supreme, Nanlac, Nan Sensitive e Alfamino.
A cereulide causa a síndrome emética, com náuseas intensas e vômitos persistentes que podem surgir entre 30 minutos e 6 horas após a ingestão. Em bebês, o risco é maior devido ao organismo ainda em desenvolvimento. A toxina não é destruída pelo aquecimento (fervura) durante o preparo da fórmula, nem pelas enzimas digestivas, tornando impossível a descontaminação caseira. Por isso, a Anvisa agiu preventivamente, mesmo sem casos confirmados no Brasil.
Características da bactéria e da toxina
- Bacillus cereus: Bactéria que forma esporos altamente resistentes, capazes de sobreviver à pasteurização.
- Cereulide: Toxina peptídica termoestável produzida por algumas cepas. Uma vez formada no alimento, não há método industrial comum para inativá-la.
- Contaminação: Ocorre principalmente por alimentos contaminados. Os esporos podem germinar e a bactéria se multiplicar se o produto não for armazenado corretamente.
O que fazer?
- Verifique o lote do produto no rótulo.
- Se for um dos lotes afetados, NÃO utilize e entre em contato com o SAC da Nestlé para devolução e reembolso.
- Procure atendimento médico imediatamente se a criança apresentar vômitos persistentes, diarreia ou letargia (sonolência excessiva), levando a embalagem se possível.
A empresa afirma que a possível contaminação está associada a um ingrediente de um fornecedor global e que não há registros de doenças relacionadas aos lotes até o momento.