31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

Ano eleitoral deve promover troca em mais de 20 ministérios do Governo Lula

Para concorrer em 2026, ministros precisam deixar cargos até 4 de abril; Lewandowski (Justiça) é o primeiro a sair, e nomes como Rui Costa, Gleisi Hoffmann e Haddad estão na lista

Por Redação
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Esplanada dos Ministérios em Brasília - Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília.

O ano eleitoral de 2026 trará um grande rodízio na cúpula do governo Lula. Segundo projeções do Planalto, até 23 ministros devem deixar seus cargos nos próximos meses para se lançarem como candidatos nas eleições de outubro. A legislação exige que o desligamento ocorra até 4 de abril, seis meses antes do pleito.

A primeira mudança já está confirmada: o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, pediu para deixar o cargo nas próximas semanas.

Lista de possíveis ministros candidatos

Entre os nomes que planejam disputar cargos eletivos e, portanto, devem sair do governo, estão:

  • Rui Costa (Casa Civil) – Candidato ao Senado pela Bahia.
  • Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) – Candidata à reeleição como deputada federal pelo PR.
  • Fernando Haddad (Fazenda) – Avalia candidatura ao Senado ou ao governo de São Paulo.
  • Camilo Santana (Educação) – Candidato ao governo do Ceará.
  • Renan Filho (Transportes) – Candidato ao governo de Alagoas.
  • Simone Tebet (Planejamento) – Candidata ao Senado por São Paulo.
  • Marina Silva (Meio Ambiente) – Candidata ao Senado.
  • André Fufuca (Esporte) – Avalia Senado ou governo do Maranhão.
  • Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) – Candidato ao Senado por Pernambuco.

A lista completa inclui ainda ministros de pastas como Agricultura, Cidades, Cultura e Minas e Energia, indicando uma renovação profunda na Esplanada.

Boulos e Padilha permanecerem

Ao contrário da maioria, dois ministros que também são deputados federais já comunicaram que não deixarão o governo para concorrerGuilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Alexandre Padilha (Saúde).

A movimentação coloca o presidente Lula diante do desafio de recompor sua equipe de primeiro escalão em meio ao período mais intenso da campanha eleitoral, buscando manter a governabilidade e a implementação de suas políticas até o fim do mandato.

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