Saúde investe R$ 9 milhões em hospitais filantrópicos e Santas Casas de Alagoas para ampliar especialidades no SUS
Recursos do programa Agora Tem Especialistas vão para 51 instituições, como Santa Casa de Maceió e Hospital Veredas
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O Ministério da Saúde destinou cerca de R$ 9 milhões para 51 hospitais filantrópicos e Santas Casas de Alagoas como parte do programa Agora Tem Especialistas, que visa ampliar o atendimento de média e alta complexidade no SUS e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. O recurso foi publicado em portaria no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (26).
No total, o ministério está repassando R$ 1 bilhão a 3.498 instituições filantrópicas em todo o país. Em Alagoas, serão beneficiadas entidades como a Santa Casa de Misericórdia de Maceió, o Hospital Veredas (também na capital) e o Carvalho Beltrão Serviços de Saúde, em Coruripe.
O valor integra um novo modelo de financiamento do SUS para o setor, que substitui a antiga Tabela SUS e garante reajuste anual com base na produção hospitalar do ano anterior. Segundo o ministro Alexandre Padilha, os valores para combos de consultas, exames e cirurgias são duas a três vezes maiores que os da tabela antiga, incentivando a ampliação da oferta.
“Com R$ 1 bilhão em reajustes para os filantrópicos, o programa Agora Tem Especialistas consolida o caminho de superação definitiva da antiga Tabela SUS”, afirmou Padilha.
O reforço financeiro dialoga com os supermutirões realizados pelo programa, que em 2025 já contabilizam mais de 127 mil procedimentos em todo o Brasil. Apenas em um fim de semana, foi realizado o maior mutirão da história do SUS, com 59,3 mil atendimentos simultâneos em todos os estados.
A estratégia mobilizou quase 200 unidades de saúde, incluindo hospitais universitários, institutos federais e 134 Santas Casas, com foco em especialidades como oncologia, cardiologia, ortopedia, ginecologia, oftalmologia e otorrinolaringologia.
O repasse será feito em parcela única aos fundos estaduais e municipais de saúde, com previsão de execução a partir de janeiro de 2026. Do total nacional, R$ 800 milhões são para custeio de procedimentos e R$ 200 milhões para incremento do Teto de Média e Alta Complexidade dos estados.