"Não há dúvida", advogada diz que homem que arrastou ex-ficante por 1 km deve responder por feminicídio
A vítima morreu na noite desta quarta-feira (24) após quase um mês internada
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Douglas Alves da Silva, 26 anos, preso por atropelar e arrastar a ex-ficante Tainara Souza Santos na Marginal Tietê, em São Paulo agora responde por feminicídio consumado e pode ser condenado a até 40 anos de prisão. A vítima morreu na noite desta quarta-feira (24) após quase um mês internada. O advogado da família, Wilson Zaska, defende uma pena severa: “Não há dúvida quanto à autoria. Antes era tentativa, agora é crime consumado. Vamos batalhar para que o mínimo de Justiça seja feito”.
Câmeras de segurança registraram o momento em que Tainara, que caminhava acompanhada, foi atingida por um carro preto conduzido por Douglas. Ela foi arrastada por cerca de 1 km. A amiga de infância Letícia Dias relatou ao Metrópoles que Tainara perdeu um pé no atropelamento e, após tentativas de recuperação, teve as duas pernas amputadas em alturas diferentes. A vítima também sofreu um edema cerebral, mas sem gravidade detectada em exames.
Em interrogatório, Douglas afirmou estar “completamente arrependido” e disse não conhecer Tainara. Alegou que, após uma briga em um bar, bateu nela sem querer e, ao perceber que o carro não acelerava, pensou em uma “falha mecânica”. Disse ainda que só soube que a arrastava quando outros motoristas o alertaram na Marginal, mas que fugiu por medo de agressão.
A polícia, no entanto, desmente essa versão. As investigações apontam que Douglas e Tainara tiveram um relacionamento casual, que ele não aceitou o fim e agiu por ciúmes. Testemunhas, incluindo o amigo Kauan – que estava no carro –, relataram que Douglas foi alertado para parar, mas ignorou os pedidos. A irmã da vítima confirmou que ele já a perseguia há tempos.
A prisão e a fuga
Após o crime, Douglas levou o carro para a casa de um ex-sogro sem contar o ocorrido, reservou um hotel afastado e foi preso no dia seguinte. Na prisão, reagiu e foi baleado no braço por um policial.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios de São Paulo, e a acusação deve pedir a manutenção da prisão preventiva e a condenação por feminicídio qualificado.