31 de julho de 2025
saúde

Bolsonaro deixa prisão da PF e é internado para cirurgia de hérnia em Brasília

Ex-presidente segue para hospital com escolta policial e sob rígidas regras determinadas por Alexandre de Moraes

Por Redação
Publicado em
Escolta para Bolsonaro - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Superintendência da Polícia Federal em Brasília na manhã desta quarta-feira (24/12), por volta das 9h29, para ser internado no Hospital DF Star. Preso desde 22 de novembro, esta foi sua primeira saída do local. Escoltado por viaturas da PF e com batedores da Polícia Militar e Penal, ele chegou ao hospital, localizado a cerca de 1,5 km da PF, às 9h33, ingressando pela garagem. No hospital, terá a vigilância de, no mínimo, dois policiais federais na porta de seu quarto.

Bolsonaro passará a véspera de Natal internado para se preparar para a reparação de duas hérnias inguinais, marcada para esta quinta-feira (25). Não há previsão de alta. A internação e a cirurgia foram autorizadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, relator dos processos da trama golpista, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar favorável. A necessidade do procedimento foi atestada por laudo pericial da Polícia Federal, que identificou a condição bilateral.

A decisão de Moraes estabeleceu um rigoroso protocolo de segurança. O transporte e a vigilância são de responsabilidade da PF, que deve manter discrição e utilizar as garagens do hospital. Fica vedado o ingresso de celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico no quarto, exceto equipamentos médicos. Apenas a esposa Michelle Bolsonaro está autorizada como acompanhante permanente; outras visitas dependem de autorização judicial. Após a alta médica, Bolsonaro deve retornar à prisão na Superintendência da PF.

O pedido para a cirurgia partiu da defesa após exames de 14 de dezembro confirmarem o diagnóstico. Laudos da perícia médica da PF concluíram que, embora não seja uma emergência, o procedimento é necessário de forma eletiva e deve ser realizado o mais breve possível devido ao risco de piora e complicações. Segundo os peritos, o agravamento do quadro – que em agosto de 2025 não existia e em novembro afetava apenas um lado – pode estar associado a episódios de soluços persistentes e tosse crônica relatados pelo ex-presidente.