Família da pernambucana morta por vazamento de gás na Alemanha viaja para trazer corpo e filhos com ajuda de doações
Parentes embarcaram no domingo (21) após mobilização nas redes; filha mais velha nega ter recebido ajuda anunciada pelo governo de PE
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Parentes da pernambucana Luciana Soares da Silva, de 41 anos, que morreu em um vazamento de gás na Alemanha, embarcaram no domingo (21) para a Europa com o objetivo de trazer de volta ao Brasil o corpo da vítima e seus dois filhos pequenos. A viagem foi viabilizada por doações e uma vaquinha online, após a família alegar não ter recebido o apoio oficial anunciado pelo governo de Pernambuco.
A filha mais velha de Luciana, Larissa Soares, a mãe e o ex-marido da vítima foram os que viajaram. Eles seguem sem informações concretas sobre a localização do corpo e das crianças – Kauã, 8 anos, e Maria, de apenas 2 meses –, que estão sob custódia do governo alemão. O custo estimado para a repatriação é de cerca de R$ 100 mil.
Em entrevista, Larissa contestou a nota divulgada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco (SJDH), que afirmava prestar apoio à família. “A gente não teve ajuda nenhuma de nenhum governo, de nenhum órgão público. […] Nenhum de nós recebeu mensagens ou ligações”, declarou. A viagem foi organizada em menos de 24 horas, graças à mobilização nas redes sociais e à imprensa.
Procurado, o governo estadual reafirmou, através da SJDH, que tem prestado apoio à família, mantido interlocução com o Ministério das Relações Exteriores e dos Direitos Humanos, e que acompanha o caso desde o início. A nota ressalta que, por se tratar de um processo internacional, as medidas de repatriação são de responsabilidade do governo federal, cabendo ao estado o apoio e a articulação.
O caso
Luciana, natural de Olinda, morreu na madrugada do dia 15 de dezembro em Cölbe, na Alemanha, após inalar gás de um aquecedor com vazamento. Ela morava com o companheiro alemão, o enteado de 14 anos e seus dois filhos. Todos foram hospitalizados, mas apenas Luciana não resistiu. A família no Brasil só soube da morte na terça-feira (16), quando o companheiro, ainda internado na UTI, conseguiu fazer contato. O Consulado-Geral do Brasil em Frankfurt informou que está em contato com as autoridades locais para orientar sobre a repatriação e a guarda das crianças.