31 de julho de 2025
em entrevista

Trump diz que EUA não descarta ataque militar à Venezuela e anuncia mais apreensões de navios

Na terça-feira (16), ele havia ordenado um "bloqueio" contra todos os petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela

Por Redação
Publicado em
Donald Trump - Foto: Reprodução

Em entrevista à NBC News, o presidente dos Estados Unidos não descartou a possibilidade de um ataque militar contra a Venezuela. Ele afirmou ainda que haverá novas apreensões de petroleiros próximos às águas venezuelanas, reforçando a campanha de pressão máxima sobre o regime de Nicolás Maduro.

“Se eles forem tolos o suficiente para continuar navegando, vão acabar voltando para um dos nossos portos”, declarou o presidente, referindo-se a embarcações sujeitas a sanções. Na terça-feira (16), ele havia ordenado um "bloqueio" contra todos os petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela, visando a principal fonte de renda do país.

Questionado se o objetivo final seria a remoção de Maduro, o presidente respondeu de forma evasiva: “Ele sabe exatamente o que eu quero. Ele sabe melhor do que ninguém”. O governo venezuelano classificou as ameaças como uma "ameaça grotesca" e acusa os EUA de buscarem derrubar seu governo para controlar as maiores reservas de petróleo bruto do mundo.

A pressão americana inclui uma presença militar massiva no Caribe, com o envio de aeronaves, veículos, milhares de soldados e um grupo de ataque de porta-aviões, sob a justificativa de combate ao narcotráfico. Além das apreensões marítimas, os EUA já realizaram mais de duas dezenas de ataques militares a embarcações na região, que resultaram em mais de cem mortes, e o presidente já sinalizou que ataques terrestres podem começar em breve.

Segundo fontes consultadas pela CNN, o governo americano estaria preparando planos para "o dia seguinte" à deposição de Maduro, embora ainda não tenha sido tomada uma decisão final sobre um ataque direto. A tensão aumentou após uma conversa telefônica entre os dois líderes no final de novembro, quando Maduro teria recebido um ultimato para deixar o poder, que foi ignorado.

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