31 de julho de 2025
JUSTIÇA

Homem é condenado a 32 anos de prisão por matar a própria sobrinha, um bebê de 9 meses, no Agreste de Pernambuco

Crime ocorreu em 2019 no Agreste pernambucano após acusado, em surto, tomar a bebê como refém

Por Paula Tabosa
Publicado em
Ágata Lorena Marques de Jesus tinha apenas 9 meses de idade - Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri do Recife condenou Erick Ramon Matias Ferreira a 32 anos de prisão pelo assassinato da própria sobrinha, a bebê Ágata Lorena Marques de Jesus, que tinha apenas 9 meses de idade. O julgamento ocorreu na quinta-feira (11) e a informação foi divulgada pelo Ministério Público de Pernambuco na sexta-feira (12).

O crime aconteceu entre os dias 25 e 26 de setembro de 2019, no sítio Taquara, zona rural do município de Altinho, no Agreste de Pernambuco. Ágata completaria 9 meses de vida no dia 26 de setembro. Segundo a Polícia Militar, Erick Ramon chegou à residência da família durante a madrugada em estado psíquico alterado, agressivo e quebrando móveis. Temendo a situação, os demais moradores deixaram o local, mas a bebê permaneceu na casa.

O acusado se trancou com a criança no banheiro e a manteve como refém. Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas e tentaram negociar a libertação da bebê, mas, ao entrarem no imóvel, a criança já foi encontrada morta.

A perícia apontou que Ágata Lorena Marques de Jesus morreu após sofrer estrangulamento, agressões físicas e golpes de faca. Informações policiais indicaram ainda que a bebê foi degolada pelo próprio tio. Familiares relataram que o acusado fazia uso de medicação controlada, mas estava sem tomar os remédios na época do crime.

Durante o julgamento, os jurados da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital entenderam que o réu cometeu homicídio com duas agravantes: uso de extrema crueldade e impossibilidade de defesa da vítima. A defesa pediu a absolvição alegando incapacidade mental, mas a tese foi rejeitada.

A pena foi fixada inicialmente em 18 anos de reclusão e aumentada devido às agravantes, à reincidência e ao fato de o crime ter sido cometido contra uma criança menor de 14 anos, chegando ao total de 32 anos de prisão. O juiz determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal. Erick Ramon já estava preso desde setembro de 2019 e permanecerá no sistema prisional.

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