Estudo sobre marketing de influência em 2025: engajamento nasce da narrativa, não apenas do número de seguidores
Pesquisa da Zeeng com 2.900 criadores mostra que campanhas eficazes são aquelas em que publicidade e conteúdo orgânico se integram de forma natural
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Um novo estudo da plataforma Zeeng, que analisou 2.900 criadores de conteúdo e mais de 11 mil publicações patrocinadas no Instagram, indica uma mudança fundamental no marketing de influência em 2025. A conclusão principal é que o sucesso de um creator não se mede mais apenas pelo número de seguidores, mas pela capacidade de construir uma narrativa coerente e autêntica, onde a publicidade se torna uma extensão natural do conteúdo.
A pesquisa, que listou os 100 criadores brasileiros com melhor desempenho em campanhas, revelou padrões consistentes:
- Coerência e Credibilidade: Criadores como Bruna Marquezine se destacam por uma curadoria cuidadosa das parcerias, transformando cada anúncio em um endosso real que o público percebe como genuíno.
- Integração de Mídias: O caso de Alvaro mostra a potência da sinergia entre TV e redes sociais. Sua participação no "Dança dos Famosos" ampliou não apenas o alcance, mas o repertório e a relevância da sua influência.
- Autenticidade como Estratégia: Felca exemplifica o "anti-influenciador" que ganha a confiança do público justamente por recusar parcerias desconexas com seus princípios, transformando o "não" em um ativo de credibilidade.
- Storytelling Identitário: Criadoras como Rayssa Buq, Leuriscleia e Gabô demonstram a força do conteúdo baseado em experiências reais, humor cotidiano e construção comunitária, que não pode ser fabricado artificialmente.
O estudo aponta que as publicações patrocinadas analisadas geraram, em média, 96,9 mil interações, indicando que o público não está saturado de publicidade em si, mas sim de divulgação de baixa qualidade e intrusiva.
A agência Viraliza aparece como um caso revelador por antecipar essa tendência, tratando seus criadores como artistas com gestão de carreira multidisciplinar, e não como meros veículos de mídia.
O relatório sugere que, se 2024 foi o ano de uma abordagem mais racional para escolher criadores, 2025 é o momento de fazer a pergunta certa: "Como esse creator pensa?", e não apenas "Quantos seguidores ele tem?". A eficácia está em co-criar a mensagem com o influenciador, em vez de entregar um briefing rígido para ser repetido.